15 de maio de 2026

Vereador quer mais detalhes em resposta do Executivo sobre manutenção de vacinas

André Bandeira cobra mais respostas sobre condições de armazenamento, manutenção e fiscalização das vacinas nas unidades de saúde do município

Após analisar respostas dadas pelo Executivo ao requerimento 132/2026, que trata das condições de armazenamento, manutenção e fiscalização das vacinas nas unidades de saúde do município de Piracicaba, o vereador André Bandeira (PSDB) disse que elas trazem preocupação.

Para ele, a resposta não esclareceu com objetividade se há manutenção preventiva contínua, fiscalização efetiva e controle transparente sobre equipamentos essenciais para preservar a eficácia dos imunizantes.

A iniciativa do vereador André Bandeira surgiu após visitas institucionais que, segundo o parlamentar, revelaram um contraste preocupante entre a estrutura ideal de conservação de vacinas e a realidade observada em uma unidade municipal.

No requerimento, ele relata que, em uma unidade da rede pública, o equipamento de armazenamento estava em ambiente sem climatização permanente e sem identificação visível de manutenções preventivas ou calibrações periódicas, além de ter recebido a informação de que as intervenções técnicas ocorreriam apenas quando houvesse falha ou quebra.

A partir dessa constatação, o vereador levou ao Executivo uma cobrança técnica e política: saber se existe contrato administrativo vigente para manutenção preventiva e corretiva das câmaras de vacinas, quais unidades foram atendidas, em que datas ocorreram as manutenções e quem fiscaliza o cumprimento contratual.

O requerimento também pontua que a adequada conservação dos imunobiológicos é obrigação direta da gestão municipal e envolve não apenas eficiência administrativa, mas proteção concreta à vida e à saúde da população.

A prefeitura, de acordo com vereador, informou que a contratação foi respaldada por parecer jurídico favorável à dispensa de licitação e sustentou que a escolha da contratada se deu pelo menor valor apurado em pesquisa de preços publicada oficialmente.

Mesmo assim, em sua análise, a resposta não enfrentou de forma clara o ponto central levantado na propositura: se há, na prática, rotina preventiva suficiente para assegurar que as vacinas estejam sendo mantidas em condições ideais de temperatura, controle e segurança.

Parte das informações, segundo o próprio material encaminhado, na análise de André Bandeira, foi remetida em anexos e referências processuais, o que enfraquece a transparência ativa e dificulta a compreensão direta pela população.

Segundo ele, a quebra da cadeia de frio pode comprometer a potência imunológica das vacinas, reduzir sua eficácia e gerar uma falsa sensação de proteção na população, exatamente como advertido na justificativa do requerimento.

Além do risco individual, na visão do parlamentar, uma falha dessa natureza afeta a confiança coletiva na rede municipal, pode exigir descarte de doses, causar desperdício de recursos públicos e fragilizar políticas inteiras de prevenção.

Texto: Assessoria parlamentar
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583