15 de maio de 2026

Vereador cobra solução para o trânsito no Campestre

"Levei ao Executivo uma cobrança direta sobre fluxo e gargalos, mas a resposta oficial ficou concentrada em sinalização e redução de velocidade", criticou o vereador

Após receber resposta do Executivo ao requerimento 101/2026, de sua autoria, o vereador André Bandeira (PSDB) avalia que a Prefeitura reconhece "o problema já sentido por moradores e motoristas da região do Campestre, de pressão crescente sobre o sistema viário local, mas segue apostando apenas em medidas pontuais, sem apresentar projeto de remodelação capaz de enfrentar o congestionamento de forma estrutural".

No requerimento, André Bandeira indagou se o Executivo possui estudos, diagnósticos e planejamento para melhorar a circulação na região, especialmente nos horários de pico, quando o tráfego se intensifica de forma visível, e também por conta do avanço de novos empreendimentos imobiliários e residenciais, que ampliam a demanda sobre vias já sobrecarregadas e pressionam ainda mais a mobilidade local.

"Levei ao Executivo uma cobrança direta sobre fluxo, gargalos e impacto dos novos empreendimentos, mas a resposta oficial ficou concentrada em sinalização, redução de velocidade e em uma obra futura ainda sem prazo definido", criticou o vereador.

Na resposta ao requerimento, a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Transportes informou que existem projetos voltados à sinalização viária e à redução de velocidade, mas reconheceu que não há projeto de remodelação viária, sob o argumento de que a região já tem trechos consolidados e que qualquer intervenção mais ampla exigiria desapropriações.

A pasta também afirmou que os novos empreendimentos passam por análise técnica por meio do Relatório de Impacto no Trânsito e Transporte, com medidas mitigatórias previstas no processo de aprovação. Sobre uma solução mais robusta para o fluxo, o Executivo citou a criação de uma interligação da avenida Laranjal Paulista com a rodovia Cornélio Pires, por meio de dispositivo já existente, mas admitiu que o projeto ainda depende de aprovação da concessionária e não tem prazo definido.

Também informou que não há registros de reclamações formais após a instalação do semáforo na rotatória com a rodovia. "Isso não significa, necessariamente, ausência de problema, mas sim que a Prefeitura pode estar usando a falta de protocolo como indicador para minimizar uma dificuldade já percebida cotidianamente por quem circula na região", pondera André Bandeira.

Texto: Assessoria parlamentar
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583