18 de março de 2026
Vereador critica valores de sepulturas, parquímetros e falta de corte de mato
Laércio Trevisan Jr. (PL) ocupou a tribuna da Câmara durante a reunião ordinária desta segunda-feira (16)
Durante a 11ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Piracicaba, realizada na noite de segunda-feira (16), o vereador Laércio Trevisan Jr. (PL) utilizou a tribuna para questionar valores de serviços públicos, apontar possíveis inconsistências em políticas municipais e cobrar providências do Executivo.
Um dos principais pontos levantados pelo parlamentar foi o custo das sepulturas nos cemitérios municipais. Com base em resposta a requerimento apresentado por ele, Trevisan afirmou ter se surpreendido com a variação de preços entre unidades e tipos de concessão. Segundo os dados citados, uma sepultura dupla no centro da quadra do Cemitério da Saudade custa R$ 5.378, enquanto uma unidade semelhante no Cemitério Jardim Primavera, na Vila Rezende, pode chegar a R$ 12 mil. Já sepulturas simples variam entre R$ 2.689 e R$ 6 mil, dependendo da localização.
O vereador criticou o que classificou como diferenças “excessivas” e destacou que os valores foram definidos por decreto recente. “As variações são bizarras. Como uma sepultura pode chegar a R$ 12 mil?”, questionou. Ele demonstrou preocupação com o modelo de concessão dos cemitérios, levantando dúvidas sobre o destino de túmulos sem herdeiros e a responsabilidade pela futura comercialização desses espaços.
Outro tema abordado foi o sistema de estacionamento rotativo. Trevisan apontou dificuldades enfrentadas pela população para utilizar os parquímetros, especialmente após a retirada de equipamentos físicos. Segundo ele, a exigência de pagamento por QR Code tem prejudicado principalmente pessoas com menor acesso à tecnologia. “Você diminui a oferta de equipamentos e aumenta o valor. As pessoas não conseguem pagar e acabam sendo multadas”, afirmou.
O parlamentar também mencionou o número de multas aplicadas no município, destacando que 2025 registrou 195.600 autuações, classificando o dado como recorde. Para ele, a situação se torna “indefensável” diante das dificuldades de acesso aos meios de pagamento do estacionamento.
Ainda durante a fala, o vereador criticou o estado de abandono do complexo aquático municipal, com piscinas fechadas, e cobrou melhorias na manutenção urbana. Como exemplo, apresentou imagens da rua Maria Pereira da Silva Oliveira, no bairro Nova Iguaçu, onde, segundo relatos de moradores, o mato alto impede a circulação nas calçadas desde dezembro.
Ao final, Trevisan reforçou o papel fiscalizador do Legislativo e pediu providências do Executivo, especialmente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para resolver os problemas apontados. “Vamos colocar no papel e fiscalizar, que é o papel do vereador”, concluiu.
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