27 de março de 2026
Vereadora comenta sobre a classificação da misoginia como crime
Rai de Almeida (PT) falou sobre projeto aprovado no Senado que equipara a misoginia ao crime de racismo
A vereadora Rai de Almeida (PT) usou a Tribuna da Câmara Municipal de Piracicaba, durante a 14ª Reunião Ordinária, nesta quinta-feira (26), para comentar sobre a aprovação, pelo Senado, na última terça-feira (24), do projeto que equipara a misoginia (ódio a mulheres) ao crime de racismo. Ela lamentou que, no dia anterior, tenha sido projudicado, na Câmara de Piracicaba, o substitutivo que ela apresentou ao projeto de lei 30/2025, que proíbe a contratação e apoio do poder público a shows, artistas e eventos abertos ao público infanto-juvenil com repertório que envolva expressão de apologia ao crime organizado, ao uso de drogas e ao feminicídio.
No texto substitutivo, a vereadora sugeriu que fossem acrescentadas também as proibições aos conteúdos misóginos, machistas e de apologia ao uso de armas. No entanto, permaneceu apenas o feminicídio dentre os tópicos apresentados pela parlamentar.
“Piracicaba perdeu a grande oportunidade de incluir no projeto o machismo e a misoginia, para que não acontecesse a apologia também a esses crimes. Piracicaba perdeu a grande oportunidade de sair à frente nessa questão e também para que a gente pudesse garantir a não apologia, a não propagação, à misoginia contra as mulheres”, avaliou. “Era um projeto para proteger a família, a dignidade e a liberdade das mulheres. E é preciso que os colegas vereadores e toda a sociedade pensem o quanto é importante o entendimento de alguns conceitos do que é machismo, feminismo e misoginia, para sair da escuridão, da ignorância, para que nós não cometamos erros como foi cometido na segunda-feira”.
Confira, no vídeo, o discurso completo da vereadora.
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583
Filmagem: TV Câmara
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