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12 DE NOVEMBRO DE 2021

Falta de ferramentas é fator limitante da deficiência, diz palestrante


A última palestra do ciclo de atividades promovidas pelo Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência aconteceu nesta sexta-feira (12)



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Davi Negri - MTB 20.499 (1 de 7) Salvar imagem em alta resolução

Encontro realizado pelo Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência aconteceu nesta sexta-feira (12)

Encontro realizado pelo Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência aconteceu nesta sexta-feira (12)
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Encontro realizado pelo Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência aconteceu nesta sexta-feira (12)

Encontro realizado pelo Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência aconteceu nesta sexta-feira (12)
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Vereador André Bandeira (PSDB)

Vereador André Bandeira (PSDB)
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Denise Almeida Wendland, psicóloga

Denise Almeida Wendland, psicóloga
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Michelly Basso, fonoaudióloga

Michelly Basso, fonoaudióloga
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Paulo César Tavella Navega, professor de direito

Paulo César Tavella Navega, professor de direito
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Transmissão ao vivo teve tradução em libras

Transmissão ao vivo teve tradução em libras
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Encontro realizado pelo Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência aconteceu nesta sexta-feira (12)



A falta de ferramentas é o que limita as pessoas com deficiência, de acordo com especialista. O Fórum da Pessoa com Deficiência, iniciativa do vereador André Bandeira (PSDB), promoveu palestras sobre inclusão, direito e diagnóstico na manhã desta sexta-feira (12). O evento aconteceu no Salão Nobre e reuniu a fonoaudióloga Michelly Basso, o professor de direito Paulo César Tavella Navega e a psicóloga Denise Almeida Wendland para comentar assuntos como a lei brasileira de inclusão e a tomada de decisão; a comunicação e as barreiras atitudinais; e a superação do adulto com diagnóstico tardio de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Os palestrantes são coautores do livro “Pessoas e dEficiência: Diálogos Interdisciplinares Inclusivos” e o objetivo do ciclo de palestras realizadas na terça, quarta e sexta-feira foi abordar o conteúdo do livro de forma didática e aberta. As discussões aconteceram presencialmente com transmissão ao vivo pelo YouTube e redes sociais da Câmara, com tradução de libras.

“Quem tem a obrigação de proporcionar as ferramentas (para as pessoas com deficiência) é a sociedade, e quando as proporcionamos, essas pessoas tem a possibilidade de realizar qualquer atividade”, disse o vereador André Bandeira. O parlamentar pontuou que a conscientização é uma das principais maneiras de combater as barreiras impostas às pessoas com deficiência. O vereador mencionou a iniciativa do fórum em estabelecer um canal no YouTube, com o objetivo de ser referência sobre o assunto.

O professor de direito Paulo César Navega destacou os avanços estabelecidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, como a determinação de que pessoas com deficiências são capazes. “Quando a pessoa era considerada incapaz, era a morte civil dela, porque ela não podia fazer mais nada. Hoje o olhar é de que as pessoas são capazes”, observou o palestrante, que destacou que a legislação atual permite que estas pessoas sejam “protagonistas de suas próprias vidas”.

O palestrante afirmou que a legislação contribuiu com a determinação de quem são essas pessoas. De acordo com o estatuto, pessoas com deficiência são aquelas que “tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.

Além das questões da legislação, a importância de combater a barreira das ações atitudinais recebeu destaque durante o encontro. “As barreiras atitudinais são os comportamentos que inibem, desencorajam, constrangem as pessoas com deficiência”, disse. A especialista comentou que estas barreiras são resultantes de crenças que geram atitudes preconceituosas. Michelly destacou a importância da convivência com a diversidade. “Quanto mais diverso for o nosso entorno, mais nosso mundo avança”, disse.

TDAH - A palestra também trouxe discussões sobre a necessidade do diagnóstico precoce do TDAH. “É fundamental os pais buscarem uma avaliação com médico neurologista ou com psiquiatra, psicólogo e conversar também com o pediatra sobre essa suspeita para poder intervir o quanto antes para essa criança aprender a regular sua atenção e o seu comportamento”, disse a psicóloga Denise Wendland.

Em casos de sintomas em adultos, a psicóloga destacou que é importante buscar um diagnóstico para iniciar o tratamento e equilibrar as ondas cerebrais para ter um funcionamento cerebral mais adequado.



Texto:  Letícia Santin
Supervisão:  Rodrigo Alves - MTB 42.583


Fórum Pessoa com Deficiência André Bandeira

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