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18 DE MAIO DE 2017

Paulo Henrique ministra palestra sobre pedofilia em Aguaí


Evento fez parte das atividade da Semana de Combate a Pedofilia.



EM PIRACICABA (SP)  

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Palestra de Combate a Pedofilia em Aguaí

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Palestra de Combate a Pedofilia em Aguaí


O vereador Paulo Henrique Paranhos Ribeiro (PRB), coordenador da Frente de Combate a Pedofilia de Piracicaba, esteve na noite de ontem (17), na cidade de Aguaí (SP), onde ministrou uma palestra na Escola Municipal Joaquim Giraldi, evento realizado em parceria com Câmara de Municipal de Aguaí e Conselho Tutelar.

A primeira palestra foi ministrada pelo Conselho Tutelar de Aguaí, que expôs os números e a atual situação dos casos de pedofilia na cidade e em seguida o vereador Paulo Henrique falou da Campanha Todos Contra a Pedofilia, que inclui pedágios, palestras, distribuição de cartilhas e panfletos informativos, legislação e da CPI da Pedofilia.

O evento que reuniu mais de 300 pessoas fez parte da programação da Semana de Combate a Pedofilia. De acordo com o Lei 9.970, de maio de 2000, ficou instituído o dia 18 de maio, como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.  

Em 18 de maio de 1973, a menina Araceli Cabrera Crespo, de apenas 8 anos foi sequestrada, drogada, estuprada, morta e carbonizada no Espírito Santo. Seu corpo foi encontrado desfigurado e em avançado estado de composição em uma mata.

Polícia, suspeitos e familiares se depararam com diversas versões do crime, que 44 anos depois, ainda permanece sem nenhuma solução. O processo, depois do julgamento e absolvição dos acusados, foi arquivado pela Justiça.

Durante mais de três anos, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, onde se encontrava o corpo de uma menina. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Algumas pessoas morreram o em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.

 O vereador Paulo Henrique comentou que a informação é fundamental para que as vítimas de abuso ou exploração sexual e suas famílias saibam a quem procurar e alertou que o combate a pedofilia tem início em casa, por intermédio dos pais, que devem orientar e ensinar seus filhos que não podem ser tocados por um adulto e tomar cuidado com vans escolares, professores e pessoas que tentem um contato mais íntimo, alertando que devem confiar neles e relatar qualquer ato desta natureza.  

Ele falou também sobre o comércio que alimenta a rede de pornografia infantil on-line onde fotos e vídeos de crianças são vendidos e chegam a movimentar bilhões de dólares por ano no mundo.  Pais e filhos, inconscientes dos perigos da rede são presas fáceis de pedófilos. Uma criança ingenuamente não identifica um adulto se passando por um amiguinho da mesma idade.

 

A internet facilita o contato dos pedófilos com suas vítimas, pois eles podem assumir qualquer personalidade e usar uma linguagem que atraia crianças e pré-adolescentes. Há 10 anos, os pedófilos precisavam recorrer a clubes fechados para trocar informações ou satisfazer seus prazeres.

A maioria dos abusos sexuais com crianças é praticada por agressores identificáveis pela vítima. Cerca de 80 por cento a 85 por cento são do núcleo familiar, sendo que de 30 por cento a 40 por cento são pais ou padrastos. O agressor observa e acompanha a criança até encontrar o momento certo para agir.

Geralmente, cria-se uma situação de domínio que, muitas vezes, impede a vítima de contar o que está acontecendo. Mais de 90 por cento dos casos não aconteceu uma única vez, principalmente por essa proximidade entre a criança e o pedófilo, que exerce uma posição de superioridade e controle dentro ou próxima ao núcleo familiar.

Cada criança reage de diferente, algumas contam imediatamente o ocorrido, outras podem levar anos. Uma grande parcela de mães ao ter conhecimento do fato toma providências para acabar com o abuso sexual. Outras que chegam a agredir a criança por achar que ela está mentindo. Existem casos que as mães foram coniventes, chegando a participar do ato sexual com os próprios filhos.

As crianças vítimas de abuso sexual apresentam no decorrer do tempo baixa autoestima, depressão, sentimentos de estigmatização, automarginalização, passa a ter dificuldades de relacionamento, hostilidade com pessoas do mesmo sexo do agressor, disfunções sexuais, uso abusivo de drogas licitas e ilícitas e podem chegar a se restituírem.

O parlamentar lembrou que o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) determina que é dever da família, da sociedade e do Estado cuidar das crianças e adolescentes. Daí a existência de uma ordem hierárquica na redação da lei, afinal, cabe primeiramente à família essa obrigação, mas quando ela não consegue garantir o direito mínimo para as crianças e adolescentes, entra em ação o Poder Público.

Paulo Henrique também falou da   campanha “Craque sim, Crack Não”, projeto do Ministério do Esporte, que  tem como objetivo mostrar a população os malefícios das substâncias químicas.  Ele explicou que no contexto da discussão da pedofilia, também está inserido o problema das drogas, pois são temas que envolvem toda a família.



Texto:  Patrícia Moraes Sant'Ana - MTB 24.154


Tópicos: CâmaraPaulo Henrique

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