06 de fevereiro de 2026
Vereadora reforça combate à violência política de gênero e ao feminicídio
Rai de Almeida (PT) ocupou a tribuna da Câmara durante a 2ª Reunião Ordinária da Câmara, realizada na noite desta quinta-feira (5)
A vereadora Rai de Almeida (PT) utilizou a tribuna durante a 2ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Piracicaba, realizada na noite desta quinta-feira (5), para fazer uma defesa da proteção das mulheres e do enfrentamento à violência política de gênero. Em sua fala, a parlamentar destacou que agressões verbais, tentativas de desqualificação, ataques morais e a sexualização de mulheres em espaços de poder não podem ser tratados como opiniões, mas sim reconhecidos como formas de violência contra a mulher.
Ao abordar o tema, a parlamentar contextualizou a gravidade do cenário enfrentado pelas mulheres no Brasil, lembrando que o feminicídio é o estágio final de um ciclo contínuo de violências que começa com atitudes aparentemente menores, como ofensas, intimidações e acusações, e pode evoluir para agressões físicas e, em casos extremos, o assassinato. Segundo a vereadora, pesquisas revelam que mulheres vivem sob constante medo da violência masculina, realidade que não pode ser naturalizada, muito menos dentro de instituições democráticas.
Rai de Almeida enfatizou que mulheres eleitas precisam exercer seus mandatos sem medo, intimidação ou restrição de fala. Para ela, garantir esse ambiente seguro é uma condição básica para o funcionamento da democracia. Ela reforçou que violências de natureza psicológica, moral, econômica ou sexual são crimes previstos em lei e defendeu que casos dessa natureza sejam apurados e punidos, como forma de interromper a reprodução desse comportamento.
A vereadora também mencionou o lançamento do Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio, apresentado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando a importância de que instituições públicas, poderes constituídos e a sociedade como um todo assumam compromisso efetivo com essa agenda. Segundo ela, o enfrentamento à violência contra a mulher exige posicionamento claro e ações concretas, por parte de quem ocupa cargos de poder.
Ao concluir, Rai de Almeida afirmou que o silêncio diante de ataques sofridos por mulheres representa uma forma de conivência com a violência e defendeu que o Legislativo municipal atue de maneira firme na promoção do respeito às diferenças e na proteção das mulheres. A vereadora destacou ainda a necessidade de diálogo institucional para que a Câmara contribua ativamente com iniciativas de prevenção ao feminicídio e de garantia de direitos, reafirmando o papel do parlamento como espaço de democracia, respeito e defesa da vida.
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