31 de março de 2026

Na tribuna, a oradora destaca a violência política contra as mulheres

Oradora Simone Seghese é presidente do Conselho da Mulher

A tribuna popular, vereadora "Ditinha Penezzi", da Câmara Municipal de Piracicaba, contou com a participação da oradora Simone Seghese, presidente do Conselho da Mulher, que abordou o tema "Violência política contra mulheres", em pronunciamento durante a 15ª reunião ordinária, realizada na noite desta segunda-feira (30). 

Simone iniciou sua fala destacando a adesão da Câmara ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, por meio de assinatura que ocorreu recentemente no Legislativo, com a presença da Ministra da Mulher, Márcia Lopes. "Agradeço a assinatura, porque sinaliza que, independente do partido, todos estão preocupados com a violência contra a mulher", afirmou a oradora, que também destacou que o número de feminicídios é impactante e ainda solicitou uma agenda com os parlamentares para organização de uma agenda para atender as propostas federais. "Que cada um dentro da sua legenda coloque um momento de apoio a esse pacto", disse.

Ela explicou que a violência política de gênero é um fenômeno que visa excluir, silenciar ou dificultar a atuação das mulheres, utilizando o gênero como ferramenta de desqualificação. "A violência política contém formatos padronizados, atacando simbolicamente, como por exemplo com corte de verba, silenciamento e apropriação de ideias. O escanteamento também e uma forma de violência, ou seja, impedir que mulheres ocupem cargos importantes", afirmou

A oradora ainda elencou outras formas de violência como as psicológicas e morais, como ataques a vida privada da mulher ou aparência física para desarticular falas. "Isso porque esses homens talvez não tenham argumentos e usam os mais rasos e infantis como: fica atrás do fogão, quando a mulher se exalta é chamada de louca, quando não falam do período menstrual da mulher", acrescentou.

Simone disse ainda que todas as mulheres podem ir ao Legislativo, seja por meio de uma candidatora a vereadora ou para serem atendidas. "Quando chegam a essa casa devem ser recebidas e sinalizadas de que esse é um lugar seguro. Os eleitos devem dar o respaldo necessário. Uma hipótese, a mulher vem esclarecer dúvidas, como por exemplo IPTU, ao invés de receber resposta recebe violência, sinalizando que ela não tem qualificação para estar aqui. Isso faz com que nos afastemos da Casa. Precisamos de mais mulheres nesta Casa de Leis, que não é exclusividade de jovens ou pessoas de dentes perfeitos", afirmou.

Para ela, o mais importante, além de incluirmos as mulheres todos os dias, é pensar nas eleições, com mais mulheres ocupando os espaços políticos.

Confira a fala completa no video anexo.

 

Texto: Rebeca Paroli Makhoul - MTB 25.992
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583
Filmagem: TV Câmara