11 de dezembro de 2025

Mariana Trevisani Arthuri Franco recebe título de "Cidadã Piracicabana"

Fundadora da Associação Caminhos do Bem, Mariana Arthuri Franco foi homenageada em solenidade realizada nesta quarta-feira (10)

O Título Honorífico de “Cidadã Piracicabana” é outorgado a pessoas reconhecidamente idôneas, naturais de outros municípios, que prestam ou tenham prestado relevantes serviços à comunidade piracicabana. A pessoa agraciada passa a ser uma irmã, uma conterrânea de todos os piracicabanos.

Na noite desta quarta-feira (10), a fisioterapeuta, educadora, pesquisadora e cidadã engajada Mariana Trevisani Arthuri Franco recebeu o título de “Cidadã Piracicabana” em reunião solene de iniciativa do vereador Zezinho Pereira (União Brasil).

O vereador rememorou as visitas realizadas à Associação Caminhos do Bem e o trabalho realizado voluntariamente no local. “Eu vejo que quando as pessoas estão felizes elas transformam a felicidade para gente também. Você gosta de fazer as pessoas felizes e acho que isso é muito importante na vida do ser humano, a gente vive tão pouco tempo aqui para fazer o bem, uma coisa que Deus nos colocou aqui”, declarou Zezinho Pereira.

Ele destacou que Mariana Franco é mais do que merecedora da homenagem da Câmara pelo bem que ela faz e continua fazendo para a cidade. “Então por esse motivo a cidade não poderia deixar de abraçar a senhora e sua família e só Deus pode pagar isso para vocês e ele não esquece de quem está presente na vida do próximo”, elogiou emocionado.

A homenageada -  Nascida em Campinas em 31 de dezembro de 1973, Mariana Trevisani Arthuri Franco é fundadora da Associação Caminhos do Bem, juntamente com o esposo Jorge Humberto Severino Franco. Graduou-se em Fisioterapia pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) em 1999 e, motivada pelo ingresso no Mestrado na Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp (FOP/Unicamp) e pelo casamento, retornou de forma definitiva para Piracicaba em 2002.

Concluiu também o Doutorado na mesma instituição, período em que viveu a maternidade, com o nascimento de sua filha Clara, no mesmo mês em que defendeu a tese. Especializou-se na área de dor orofacial, ortopedia e traumatologia, osteopatia e dor crônica, com foco no aprimoramento do olhar clínico e terapêutico.

Atuou em consultório particular e, paralelamente, integrou o corpo docente da Faculdade Anhanguera de Piracicaba, onde segue contribuindo com a formação de futuros profissionais.

Em 2014, ao lado do marido, fundou a Associação Caminhos do Bem (ACB), entidade assistencial sem fins lucrativos com sede em Piracicaba. Na condição de presidente e voluntária, coordena o atendimento a pessoas com dor crônica musculoesquelética, especialmente dor orofacial.

“Receber o título de cidadã piracicabana é uma honra que ultrapassa qualquer reconhecimento formal, é pra mim gesto profundo de pertencimento”, declarou a homenageada.

Em seu discurso de agradecimento, ela falou que quando veio de Campinas, há 23 anos, não imaginava que a cidade deixaria de ser apenas o lugar onde vivia para se tornar o espaço onde construiria a sua história, o seu trabalho e os seus vínculos mais preciosos. “Foi aqui que eu encontrei o amor da minha vida, meu marido Jorge, e onde eu vivi o milagre de receber a maior dádiva da minha existência, minha filha Clara”.

Para ela, a cidadania piracicabana tornou-se algo maior que o próprio título e passou a ser a confirmação do seu projeto de vida. Ela lembrou que, desde criança, carregava o desejo enorme de fazer a diferença. “E hoje adulta eu consegui transformar vários mundos, inclusive o meu, e isso já é imenso. E só aconteceu porque eu nunca estive só, eu caminhei de mãos dadas com a minha família e a cada encontro, cada amizade, cada voluntário, cada paciente e cada parceiro de jornada deixaram sua marca em mim”, disse.

A mesa diretiva foi composta pelo autor da solenidade, o vereador Zezinho Pereira; pelo presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB Piracicaba e advogado da Associação Caminhos do Bem, dr. Rogério Romero; e pelo professor doutor da Unesp, João Pedro Pezzato.

Texto: Daniela Teixeira - MTB 61.891
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583