26 de abril de 2021

CCZ poderá substituir baias por solários para abrigar animais

Implantação de modelo é mais adequado à realidade atual e visa o bem-estar animal, diz vereadora Alessandra Bellucci

As baias utilizadas para abrigo dos animais no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) poderão ser adequadas para solários, modelo mais adequado aos padrões atuais de bem-estar animal. Um projeto está em desenvolvimento e foi discutido na última sexta-feira (23), entre integrantes do órgão e a vereadora e protetora dos animais Alessandra Bellucci (Republicanos). Ela defende ainda a divisão de atribuições entre o CCZ e a GCM (Guarda Civil Municipal Municipal) e a criação de unidades básicas de saúde animal.

A mudança deve constar de um decreto para regulamentar o Setor de Direito Animal, já em funcionamento pela Guarda Civil Municipal, que hoje atende pelo número de telefone 153 e que possui uma sala para atendimento de denúncias e orientações. O projeto dos solários foi produzido pelo arquiteto Thiago Passarelli e apresentado ao coordenador da Vigilância em Saúde, Moisés Taglieta, e aos veterinários Elis Regina Zafalon, Paulo Roberto Lara e Etelcles Mendes.

Segundo a vereadora, o modelo atual das baias é arcaico e ultrapassado. "O CCZ se engessou em avanços dentro do propósito em que nasceu, de suporte para a Vigilância Sanitária, quando existiam muitos casos de raiva na cidade”, explica, ao completar: "os animais de rua ou semitutoriados precisavam ser recolhidos, especialmente os que apresentaram agressividade, para serem observados em relação à raiva".

No entanto, já não há mais uma epidemia de raiva na cidade, graças a um trabalho do próprio CCZ na conscientização da população e poucas baias usadas para o tratamento da raiva. “Com isso, o centro passou a fazer outros trabalhos que não eram de sua competência, como recolhimento de animais com algumas doenças e averiguação de denúncias de maus-tratos, que deveriam ser competência da Guarda Civil Municipal ou da polícia", contextualiza. 

Alessandra reforça que as baias não estão estruturadas para o trabalho de bem-estar dos animais recolhidos e à espera de adoção. “Por conta disso, alguns animais podem contrair até doenças psicológicas, de comportamento, por estarem em locais inadequados de manejo”, completa a vereadora.

Agora, está sendo estudada a possibilidade de a GCM receber todas as denúncias de maus-tratos, se os laudos dos animais serão feitos por veterinário do Canil Municipal ou do Pelotão Ambiental e as penalidades a quem cometer crimes de maus-tratos, além de lares temporários para animais. Além disso, estão sendo estudadas novas alternativas para a castração de animais tutoriados pela população de baixa renda, que não possui condições para se deslocar até o CCZ, explorando a estrutura do Castramóvel. 

Ainda como forma de descentralizar as ações do CCZ, está em estudo a criação de duas unidades básicas de saúde animal, que também atuaria na castração e em ações de conscientização nas regiões com maiores índices de maus-tratos dos animais. “Acredito que se tiver uma base que preste um trabalho de orientação e consulta, muitos animais deixarão de ir para as ruas. Muita gente não sabe como tratar de uma sarna, de uma bicheira, otite, coisas relativamente simples."

Texto: Rodrigo Alves - MTB 42.583