24 de março de 2026

Câmara apela por implantação da Tarifa Zero no transporte público

Vereadora Rai de Almeida (PT) defende que essa pauta se tornou uma política pública em expansão no Brasil e no mundo

A Câmara Municipal de Piracicaba aprovou, na 13ª Reunião Ordinária, nesta segunda-feira (23), a moção 47/2026, de autoria da vereadora Rai de Almeida (PT), que apela ao Poder Executivo pela implantação da Tarifa Zero no transporte público do município. No documento, a parlamentar defende que essa pauta se tornou uma política pública em expansão no Brasil e no mundo.

“A ideia de tratar o transporte público como um direito social básico, tal qual a saúde e a educação, propõe uma mudança radical na mobilidade urbana e na economia das cidades. A Tarifa Zero (ou Passe Livre) é o modelo de gestão em que o custo do transporte público não é pago pelo usuário no momento do embarque, mas sim financiado de forma coletiva pelo orçamento público”, explica, no texto da moção. “Diferente do que o nome sugere, o serviço não é ‘gratuito’ — ele possui custos de manutenção, combustível e pessoal — mas o financiamento é indireto, geralmente via impostos ou fundos específicos”.

Segundo a vereadora a Tarifa Zero se baseia em três argumentos principais: o direito à cidade, eficiência econômica e sustentabilidade ambiental. “O transporte é o ‘direito que permite acessar outros direitos’. Sem dinheiro para a passagem, o cidadão não chega ao hospital, à escola ou ao local de trabalho. A Tarifa Zero remove a barreira financeira que segrega a população periférica”, avalia.

Ela ainda coloca que cidades com Tarifa Zero observam um aumento na circulação de pessoas, o que aquece o comércio local. “Além disso, a eliminação de sistemas de bilhetagem, catracas e custos de venda de passes gera uma economia administrativa significativa”, argumenta. “Ao desestimular o uso de veículos individuais (carros e motos), a política reduz a emissão de gases poluentes e o congestionamento, melhorando a qualidade do ar e a saúde pública”.

Para o financiamento dessa proposta, a vereadora sugere o uso de verbas de multas de trânsito, taxas sobre empresas (que já pagam o vale-transporte) ou a readequação de orçamentos municipais. “A Tarifa Zero é uma resposta viável para a crise de mobilidade urbana, mas exige planejamento técnico rigoroso e coragem política. Ela retira o transporte da lógica de ‘mercadoria’ e o coloca no lugar de infraestrutura essencial para a cidadania”, finaliza.

Ao justificar voto, no Plenário, Rai de Almeida disse que mais de 130 municípios já contam com a tarifa zero. “Já está provado e comprovado que esse é um benefício para a população, melhora a economia, melhora o número de acidente de trânsito, diminui o número de veículos”, avaliou. “E isso vai melhorar sobremaneira o transporte coletivo e aumentar, inclusive, a frota e empregos”.

Confira, no vídeo, a justificativa de voto da vereadora.

Texto: Aline Macário - MTB - 39.904
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583
Filmagem: TV Câmara