PIRACICABA, TERÇA-FEIRA, 22 DE SETEMBRO DE 2020
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10 DE SETEMBRO DE 2020

Aula conclui segundo tema do minicurso 'A economia de Francisco'


Professor Pedro Ramos abordou os desafios de aliar o desenvolvimento econômico ao ambiental e social.



EM PIRACICABA (SP)  

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Pedro Ramos concluiu o segundo tema do minicurso nesta quinta-feira



Ao completar a abordagem sobre a "Breve história da evolução mundial, o advento das noções de desenvolvimento sustentável e do IDH", que nesta quinta-feira (10) encerrou o segundo dos três temas que compõem o minicurso "A economia de Francisco e o futuro do planeta", o professor Pedro Ramos abordou os desafios de aliar o desenvolvimento econômico ao ambiental e social.

O ciclo de palestras é oferecido gratuitamente pela Escola do Legislativo, da Câmara de Vereadores de Piracicaba. A aula ministrada por Pedro, que também é mestre e doutor em economia aplicada à administração e ex-professor de economia da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e da Escola de Engenharia da USP (Universidade de São Paulo), foi transmitida pela plataforma virtual Zoom e pelo canal da Escola no YouTube.

Para o docente, um dos três fatores que hoje ameaçam o modo de vida da sociedade é a possibilidade de uma "hecatombe ambiental", com origem em dois tipos de problemas: os localizados (como os ocasionados por lixo, som alto e mau cheiro, que têm alcance restrito e não ameaçam a atmosfera, mas seus habitantes locais ou vizinhos) e os de alcance amplo (como a extinção de espécies e o aquecimento global, cujos efeitos são mais duradouros).

O enfrentamento desse cenário, segundo Pedro, pode vir do estímulo a uma economia ambiental, que mesclaria dois fundamentos. Primeiro, os da economia neoclássica, que, usando da precificação de práticas positivas (e, com isso, motivando empresas a investirem em tecnologias que evitem a emissão de gases, por exemplo) e de políticas de comando e controle, promoveriam uma "sustentabilidade fraca"

E, segundo, aplicando noções da "economia ecológica", as quais, de acordo com o professor, garantiriam uma "sustentabilidade forte" por meio, por exemplo, da promoção do "decrescimento" da produção econômica e do maior aproveitamento da energia gerada principalmente a partir da queima de combustíveis fósseis. "Toda combustão gera a energia de que nós precisamos, mas ao fazer isso há uma perda de calor, que não aproveitamos porque se dissipa na atmosfera", ilustrou.

Pedro fez menção à evolução dos conceitos de desenvolvimento sustentável segundo a Organização das Nações Unidas. Em 1987, a ONU pregava que tal patamar seria atingido se a dinâmica conseguisse atender às necessidades da geração da época sem comprometer ou inviabilizar o atendimento das necessidades das gerações futuras. Já em 2002, o desenvolvimento sustentável passou a ser encarado como aquele que é "economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto ou adequado".

Os outros dois aspectos que ameaçam o modo de vida atual da sociedade, segundo o professor, são o risco de guerras nucleares e os governos totalitários, os quais se legitimam por meio de três tipos de dominação: pela tradição; pelo carisma, heroísmo ou intelectualidade; e pela legalidade (dominação burocrática justificada pela prestação de serviços à população).



Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343


Escola do Legislativo

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