PIRACICABA, TERÇA-FEIRA, 5 DE JULHO DE 2022
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10 DE JUNHO DE 2022

Advogado cobra solução para evitar “catástrofe social” em comunidade


Caio Garcia Figueiredo ocupou a tribuna popular da Câmara na noite desta quinta-feira (9), durante a 25ª reunião ordinária



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Guilherme Leite - MTB 21.401 Salvar imagem em alta resolução

Caio Garcia ocupou a tribuna popular da Câmara nesta quinta-feira (9)






O advogado Caio Garcia Figueiredo cobrou dos vereadores soluções para evitar uma eventual “catástrofe social” em caso de reintegração de posse na Comunidade Renascer, ocupação com cerca de 400 famílias e cinco mil pessoas no Município. Ele ocupou a tribuna popular da Câmara na noite desta quinta-feira (9), durante a 25ª reunião ordinária. 

“O que os vereadores têm feito perante essa catástrofe social que seria a reintegração da Renascer, onde tem centenas de famílias estabelecidas”, questionou, ao destacar a posição “ofensiva”, como classificou, do prefeito Luciano Almeida (União Brasil), “que chegou a dizer a famosa frase a uma liderança da comunidade de que ‘eu não sou imobiliária’”, recordou.

Figueiredo disse que existem outras possibilidades de soluções para a ocupação da Comunidade Renascer, como a desapropriação da área em virtude de uso da sua função social, ou até mesmo a realocação das famílias. “Uma das ruas lá se chama ‘Taquaral’, em homenagem à ocupação que sofreu reintegração e algumas famílias se alocaram na Renascer”, disse, ao destacar que a retirada das pessoas apenas “muda o problema de lugar”.

O advogado também salientou que, pelos recentes números orçamentários divulgados pela Prefeitura de Piracicaba, no ano passado os cofres públicos tinham cerca de R$ 275 milhões, sendo que em torno de R$ 122 milhões direto do Tesouro Municipal, “ou seja, que o prefeito pode utilizar em qualquer ação”, destacou, ao informar que o custo da Renascer não passaria de R$ 6 milhões.

“A falta de orçamento não é desculpa”, disse, ao reforçar a possibilidade de uma desapropriação por interesse social, “que nenhum juiz negaria caso a Prefeitura e a Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba) oferecesse uma solução que seria benéfica a todos”, disse.

Ele disse que a comunidade tem uma carta-compromisso para ser assinada pelos vereadores e “mostrar, de fato, quem está junto nesta luta”, disse.

A fala de Figueiredo recebeu o apoio de parlamentares, como Cássio Luiz Barbosa, o “Fala Pira” (PL), a vereadora Silvia Morales (PV), do mandato coletivo “A Cidade É Sua”, Acácio Godoy (PP), Zezinho Pereira (União Brasil) e de Pedro Kawai (PSDB).



Texto:  Erich Vallim Vicente - MTB 40.337
Supervisão:  Rodrigo Alves - MTB 42.583


Tribuna Popular

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