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28 DE MAIO DE 2021

Vereadores repercutem anúncio de contratação de organização social


Discussão foi motivada por questionamento sobre falta de médicos na rede.



EM PIRACICABA (SP)  

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Vereadores participam por SDR da 13ª reunião ordinária, nesta quinta-feira






A discussão de um requerimento que questiona a falta de médicos na unidade básica de saúde que abrange os bairros Santa Fé 1, 2 e 3, Santa Ana e Santa Clara deu origem a manifestações de vereadores sobre o anúncio do prefeito Luciano Almeida (DEM) de que uma organização social deve ser contratada por seis meses para rebalancear o número de profissionais distribuídos pela rede e possibilitar férias àqueles que as têm acumuladas.

Não deliberado nesta quinta-feira (27) por conta do término da 13ª reunião ordinária pelo tempo regimental, o requerimento 553/2021 tem como autor o vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cássio Fala Pira (PL), e aponta que na UBS da região do Santa Fé "hoje somente há um médico fixo, gerando demora no atendimento e estresse para os funcionários".

Ao discutir a propositura, Cássio relatou que fiscalizou tanto a UBS quanto as unidades de pronto-atendimento do Piracicamirim, onde um médico "nem resposta deu" a ele, e da Vila Cristina. Ele apontou que enfermeiros "estão fazendo o papel de médico", que em vários lugares não há ginecologista e que os profissionais de saúde "não estão tendo equipamentos corretos para trabalhar, como máscaras".

Laércio Trevisan Junior (PL) disse que o cenário atual reflete o "legado deixado pela administração anterior", ponderou haver dificuldades da Prefeitura em contratar médicos, reconhecendo que três por pronto-socorro são insuficientes, e defendeu a contratação da organização social "para colocar novos leitos em funcionamento".

Rai de Almeida (PT) criticou a opção do governo municipal por uma organização social para lidar com a falta de médicos, citando que "ganham fortunas e não dão resultados". "Vivemos num Estado mínimo, onde a privatização não vai resolver a questão", comentou.

Fabricio Polezi (Patriota) afirmou também ter constatado falta de médicos em fiscalização a unidades de saúde e lamentou os prejuízos que isso traz à população, enquanto Gustavo Pompeo (Avante) ponderou que ainda não feita a contratação da organização social.

Ary Pedroso (Solidariedade) atentou para a necessidade de o questionamento abranger também a qualidade dos profissionais contratados por meio da organização social. O parlamentar, que é médico, frisou que o preparo da equipe é determinante no atendimento. "Como legisladores, temos que ficar em cima da qualidade do médico."

Zezinho Pereira (DEM) disse que, em relação aos médicos, "não se pode colocar todo mundo na vala comum" e que na rede há "médicos fantásticos, que atendem como se fosse no particular". Ele ponderou que a necessidade de reposição dos profissionais também se deve pelo fato de muitos dos funcionários da saúde já estarem com o terceiro período de férias vencido.

Pedro Kawai (PSDB) reiterou a gravidade da situação, lembrando que em concurso público recente realizado pela Prefeitura apenas 15 de 80 médicos aceitaram a contratação. "O que o preocupa é que nem a iniciativa privada está encontrando médicos para contratar."

Paulo Camolesi (PDT) defendeu que "governos deveriam investir pesado na educação" para a formação de médicos, uma vez que as mensalidades em universidades particulares giram em torno de R$ 10 mil. "Há que se investir na periferia e ver quantos jovens têm interesse de ser médico."



Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343
Imagens de TV:  TV Câmara


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