14 de novembro de 2025

Vereador questiona metas de redução de vazamentos subterrâneos

Laércio Trevisan Jr. (PL) ocupou a tribuna da Câmara durante a reunião ordinária desta quinta-feira (13)

Durante a 66ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Piracicaba, realizada na noite desta quinta-feira (13), o vereador Laércio Trevisan Jr. (PL) utilizou seu tempo de fala para questionar os índices e metas relacionados à redução de vazamentos subterrâneos no sistema de abastecimento de água do município. O parlamentar analisou dados apresentados anteriormente e expressou preocupação com o ritmo de execução das ações anunciadas pela administração. 

Trevisan Jr. iniciou sua fala destacando que, ao lidar com metas numéricas, o raciocínio “deve ser rápido”. Ele mencionou a previsão de redução de 25% dos vazamentos ao longo de 10 anos, o que, segundo sua avaliação, resulta em um avanço anual de 2,5%. Considerando que a atual gestão tem mais três anos de mandato, o vereador argumentou que o alcance esperado até o fim desse período seria de aproximadamente 7,5%.

O parlamentar também citou índices divulgados pela Ares-PCJ, agência reguladora responsável pelo monitoramento dos serviços de água e esgoto. De acordo com ele, o órgão aponta que Piracicaba registra 52% de perdas por vazamentos subterrâneos — porcentagem que, segundo Trevisan Jr., deve servir como referência oficial, e não dados de outras fontes citadas no debate.

Ao comentar promessas relacionadas ao uso de novas tecnologias e projetos de “encamisamento” de tubulações, o vereador afirmou que o objetivo inicialmente proposto não teria sido alcançado. Em tom crítico, mencionou que aumentos tarifários de 18,5% na água e no esgoto foram justificados com base em propostas de modernização da rede, mas que, na avaliação dele, os resultados ainda não são percebidos pela população.

Trevisan Jr. lamentou que, segundo suas informações, o avanço esperado nas obras e intervenções não esteja ocorrendo no ritmo anunciado. Para ele, a falta de progressos efetivos acaba impactando diretamente os usuários do sistema de abastecimento, que arcam com reajustes enquanto, em sua visão, as metas não são cumpridas.

Texto: Erich Vallim Vicente - MTB 40.337