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26 DE NOVEMBRO DE 2021

Sem voto suficiente, Título de Cidadão a Eduardo Bolsonaro é rejeitado


Projeto de decreto legislativo 26/2021, do vereador Fabrício Polezi (Patriota), não alcançou os dois terços favoráveis para ser aprovado



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (1 de 2) Salvar imagem em alta resolução

Projeto de decreto legislativo 26/2021 teve 13 votos favoráveis e foi rejeitado pelo plenário

Projeto de decreto legislativo 26/2021 teve 13 votos favoráveis e foi rejeitado pelo plenário
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (2 de 2) Salvar imagem em alta resolução

Polezi é o autor da proposta de Título de Cidadão Piracicabano a Eduardo Bolsonaro

Polezi é o autor da proposta de Título de Cidadão Piracicabano a Eduardo Bolsonaro
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 Salvar imagem em alta resolução

Projeto de decreto legislativo 26/2021 teve 13 votos favoráveis e foi rejeitado pelo plenário






Iniciativa do vereador Fabrício Polezi (Patriota) – que é o autor do projeto de decreto legislativo 26/2021 –, o Título de Cidadão Piracicabano ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi rejeitado pela Câmara por não alcançar os dois terços de votação, previsto para concessão de honrarias na Casa, conforme o artigo 200 do Regimento Interno.

Com 13 votos favoráveis e dois contrários, a propositura precisaria ter, no mínimo, 16, mas, durante a votação, na noite desta quinta-feira (25), realizada na 47a reunião ordinária do Legislativo, foram registradas oito ausências no placar eletrônico do Plenário “Francisco Antonio Coelho”, o que acabou sendo determinante para que não prosperasse.

A propositura foi amplamente discutida. Inicialmente, a vereadora Rai de Almeida (PT), um dos votos contrários, justificou sua posição por entender que “não se pode conceder um título apenas porque o agente público fez aquilo que lhe é de dever, no caso, enviar emendas para a cidade”, disse. “O fato de um deputado, vereador, prefeito, de qualquer liderança, fazer um serviço a uma comunidade é apenas sua obrigação, não cabe honraria”, defendeu.

Rai classificou o deputado tendo “um currículo pífio” e lembrou que foi Eduardo Bolsonaro quem sugeriu “que com um cabo e um soldado seria possível fechar o STF (Supremo Tribunal Federal)”. Ela destaca que o posicionamento do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em favor do AI-5 (ato institucional do período militar, que fechou o Congresso Nacional) e a homenagem ao Coronel Carlos Brilhante Ustra, reconhecido por usar métodos de tortura contra opositores políticos, “são atentados contra a Democracia”.

Em defesa do Título de Cidadão, a vereadora Ana Pavão ressaltou o repasse do deputado federal de R$ 2 milhões ao Município. Mais da metade destes recursos já foram utilizados – R$ 1,171 milhões foram investidos para equipar o Centro de Hemodiálise do Hospital dos Fornecedores de Cana.

“Eu não vou entrar em discussão política, eu vou entrar em discussão sobre saúde”, disse Ana, ao salientar que “tira o chapéu para o Eduardo Bolsonaro” pela atuação em prol de direcionar verbas para serem investidas no Município. “Fala que ele não fez nada Piracicaba é mentira”, defendeu, e destacou que a instalação do centro de hemodiálise no HFC evitou que pacientes locais não precisassem mais viajar a outras cidades para realizar os exames.

“Repito, aqui não é uma questão partidária, mas sim em defesa da bandeira da saúde”, refletiu, ao relatar que “Eduardo Bolsonaro, em que pese ser filho do presidente, é um menino simples e humilde”.

O vereador Rerlison Rezende, o Relinho (PSDB), também defendeu a aprovação do Título de Cidadão Piracicaba inicialmente “como respeito ao processo democrático”, já que cabe a cada um dos vereadores propor, durante seu mandato, a concessão de honraria a personalidades que julgue passível da homenagem. “Eu poderia falar várias coisas que o Eduardo fez pela cidade, mas voto ‘sim’, porque tenho um amigo que não precisa mais viajar para fazer hemodiálise graças ao repasse dos recursos do deputado”, disse.

Autor da propositura, o vereador Fabrício Polezi disse que o deputado federal Eduardo Bolsonaro “vem sendo parceiro dos conservadores desde 2014, uma população que se sentia sem representatividade alguma”. Ele enumerou que, além das emendas encaminhadas, o deputado federal também palestrou sobre segurança pública no Município, “não cobrou nada, nem um centavo, pelo contrário foi ele próprio que pagou e arcou”, acrescentou.

Polezi também lembrou que o deputado é “defensor de Deus, da pátria e da família, e do resgate de valores” e destacou que é “um eterno admirador da cidade”, ao lembrar que ele esteve tanto no Hospital dos Fornecedores de Piracicaba e da Santa Casa. E concluiu lembrando que, nas eleições de 2018, Eduardo Bolsonaro teve mais de 22 mil votos em Piracicaba, tendo sido o parlamentar mais bem votado no Município na ocasião. “Se isso é pífio, por favor, eu não sei mais o que significa pífio”, concluiu.



Texto:  Erich Vallim Vicente - MTB 40.337
Supervisão:  Rodrigo Alves - MTB 42.583


Legislativo

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