17 de dezembro de 2025
Câmara enaltece casal de bailarinos que elevam Piracicaba pelo mundo
Monike Cristina e Ivan Domiciano são contemplados em moção de aplausos de autoria do vereador Pedro Kawai
A Câmara Municipal de Piracicaba, na moção de aplausos 334/2025, aprovada na 73ª reunião ordinária na noite de segunda-feira (15), contempla o casal de bailarinos piracicabanos, Monike Cristina e Ivan Domiciano, no amor e paixão pela dança e por elevar o nome de Piracicaba nos principais palcos do Ballet pelo mundo.
A entrega da honraria está agendada para acontecer nesta quinta-feira (18), à noite, nas dependências do teatro municipal Dr. Losso Netto, por ocasião da apresentação de "O Lago dos Cisnes", com a Orquestra Sinfônica de Piracicaba (OSP) e a Cedan (Companhia Estável de Dança de Piracicaba), onde os bailarinos contemplados pela Câmara farão uma participação especial, sob a coordenação da Metre Camilla Pupa.
No teor da moção, o vereador Pedro Kawai destaca a trajetória dos primeiros bailarinos da Joburg Ballet Companhy, em Johanesburgo, África do Sul, que neste ano brindou o povo brasileiro no espetáculo "O Quebra Nozes", no auditório do Parque Ibirapuera, em São Paulo, nos dias 18, 19 e 20 de dezembro de 2025.
Os dois nasceram em Piracicaba, Estado de São Paulo, no mesmo ano de 1991. Ela em Santa Teresinha e ele, no distrito de Tupi. Se conhecerem quando tinham 13 anos, no clube onde ambos faziam aulas de balé. A vida os levou para diferentes vivências, mas sempre seguindo os passos da dança. O reencontro se deu quando ambos tinham 18 anos, na Cedan (Companhia Estável de Dança de Piracicaba), sob direção da Metre Camilla Pupa, que apostou que fariam um belo casal de bailarinos.
Por sua experiência, a diretora via neles a paixão pela dança, com semelhanças no biotipo, segurança, vontade e entrega de ambos. Uma química perfeita para um casal de solistas. Na companhia, chegaram os ensaios e as horas extras exaustivas juntos. As repetições. O cansaço, a insônia e as dores musculares.
Os detalhes mínimos. O desejo de perfeição. A dor na barriga da estreia. Os aplausos. As flores e os abraços. Em todos os momentos havia uma conexão. Uma presença viva e vibrante. Um mistério os rondava, como se um não existisse sem o outro. Sentiam uma vibração diferente entre eles, mas não atinavam para a essência da questão.
Muito jovens, achavam normal ficar mexidos com a proximidade de um trabalho tão intenso. Mas, os amigos começaram a sinalizar e mostrar que eles tinham sido atingidos pelas flechas do cupido. Animado, Ivan roubou-lhe um beijo e tudo começou.
Depois de 13 anos, namorando e há quase uma década dividindo casa, cama, café da manhã e o desafio de trabalhar na mesma companhia, resolveram oficializar a união. E na impossibilidade de levar todos os amigos sul-africanos para a cerimônia em Piracicaba, eles realizaram uma cerimônia em Joanesburgo, receberam os amigos locais e dividiram o momento pessoal de grande emoção.
MONIKE CRISTINA, tem 34 anos, participou de seminários de dança em Berlim e Nova Iorque. Já profissional, trabalhou no Rio de Janeiro e em São Paulo. Excursionou pela Rússia e Ucrânia com o Bolshoi, dançando o Cisne Negro. Há nove anos, mora em Joanesburgo, África do Sul, e em 2022, foi promovida a Principal bailarina do balé da cidade.
Essa já seria uma grande notícia, mas tem um dado relevante na história dessa bailarina: ela é negra e vem de uma família muito simples. A dança clássica é cultura consumida e produzida pelas elites. Negros, pardos e pobres ainda são exceções, mesmo em países em que a população é majoritariamente negra.
IVAN DOMICIANO, tem 34 anos, estudou no Clube Coronel Barbosa, em Piracicaba; na academia de Ballet Lina Penteado, em Campinas; no Espaço de Danças e Artes Paulista, em São Paulo e no Europa Ballett Konservatorium, em Santk Pölten, Áustria.
Já profissional, trabalhou no Circuito de Dança Clássica Jolles Salles, em São Paulo, no Corpo de Baile do Teatro Trianon, no Rio de Janeiro e no Joburg Ballet, Joanesburgo, onde trabalha há nove anos. A custa de talento, disciplina e dedicação, conquistou espaço na companhia e chegou ao posto de Principal. Ao lado de Monike forma o casal de bailarinos que o público sul-africano adora ver e aplaudir.
Dividir a vida 24 horas não é uma tarefa fácil. Dormir, acordar e trabalhar juntos é um grande desafio. Por conhecer os bastidores da profissão, em casa se desligam do trabalho e um ajuda o outro. Não reclamam do trabalho intenso na mesma companhia, pois, quando namorados, viveram a experiência de cada um trabalhar em um país diferente.
E foi bem desafiador. Não foi fácil a saudade e o desejo de estar juntos. O que facilita muito o trabalho em cena é a conexão dentro e fora do palco. O casal descreve como é sobreviver à competição diária.
MONIKE: “Na companhia, como nas escolas, tem os mesmos ciúmes, os preferidos, os protegidos, os que se sentem injustiçados. A diferença é que, como profissional, você não pode falhar. E precisa aceitar quando não for escolhida para tal papel. Às vezes, a pessoa escolhida está tecnicamente mais preparada. É preciso ter a cabeça muito no lugar, ser muito focado, porque senão a pessoa se perde. O talento conta, claro, mas o equilíbrio emocional faz toda a diferença”.
IVAN: “A competição é inevitável na carreira de um bailarino. Precisamos conviver com diferentes pessoas e personalidades. E o artista, por sua natureza, busca sempre ser o destaque. Ao longo da minha trajetória aprendi a lidar com essa realidade. Procuro focar em mim e no meu trabalho, algo que conquistei com o tempo. Além da técnica, a maturidade e um psicológico forte são fundamentais para enfrentar os desafios e manter o equilíbrio dentro do meio artístico”.
O casal também destaca o significado do casamento, como início de uma nova etapa, num amadurecimento e uma sensação de ficarem na mesma sintonia, no compromisso de manter uma família. Além de considerar a boa receptividade com que foram acolhidos na África do Sul, onde chegaram para ficar por dois anos e estão há mais de nove anos.
Ibirapuera
Pelo terceiro ano consecutivo, a Cisne Negro Cia de Dança apresentou toda a magia de O Quebra-Nozes, clássico espetáculo de Natal, no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, no Parque Ibirapuera. A temporada, já tradicional no calendário cultural da cidade, aconteceu entre os dias 6 e 14 de dezembro, com 12 apresentações, e integra a programação natalina do parque.
Neste ano, a montagem recebeu como solistas convidados o casal de brasileiros, os piracicabanos, Monike Cristina e Ivan Domiciano, primeiros bailarinos do Joburg Ballet, de Johannesburgo, África do Sul. O espetáculo chega à sua 42ª edição, reafirmando sua importância como uma das produções mais emblemáticas da dança brasileira.
Desde sua estreia, mais de 500 mil pessoas já foram encantadas pela obra que celebra o Natal, com a coreografia da companhia e a consagrada trilha de Tchaikovsky. Dividido em dois atos, O Quebra-Nozes narra a história de Clara, uma menina que, na noite de Natal, ganha um boneco quebra-nozes de seu tio Drosselmeyer. Ao adormecer, mergulha em um mundo mágico onde brinquedos ganham vida, batalhas são travadas e reinos encantados se revelam – o Reino das Neves e o Reino dos Doces –, culminando no icônico pas-de-deux da Fada Açucarada.
Além do elenco fixo da Cisne Negro e de artistas convidados especialmente para a produção, a temporada contou novamente com a participação de Felipe Carvalhido, como Drosselmeyer, papel que o ator interpreta há 18 anos. Os efeitos especiais e cenários ficaram a cargo do Circo Escola Picadeiro, que traz elementos lúdicos e imersivos para intensificar a experiência do público. Sob direção artística de Dany Bittencourt, a montagem preserva a essência que torna O Quebra-Nozes um espetáculo atemporal, capaz de emocionar diferentes gerações.
O espetáculo contou com patrocínio da URBIA, URBIA CATARATAS, MINEIRÃO, INOVA SAÚDE. E, realização da Cisne Negro, Ministério da Cultura - Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro.
Já em Piracicaba, com muito orgulho, a Hyundai Motor Brasil celebra, em 2025, uma década de apoio à Orquestra Sinfônica de Piracicaba, o conjunto de música erudita que está há mais tempo em atividade no Brasil. Ao longo de seus 125 anos, a Orquestra tem oferecido uma programação dinâmica e inovadora, atraindo cerca de 150 mil pessoas em concertos gratuitos e promovendo campanhas de arrecadação de alimentos para entidades assistenciais do município.
Assim, para fechar o ano com chave de ouro, a Montadora convida toda a população piracicabana a prestigiar os concertos de encerramento de temporada com "Lago dos Cisnes", nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, com a apresentação especial do casal de bailarinos locais que retornam à “Noiva da Colina”.
A moção de aplausos é direcionada à Monike Cristina. Além de cópias à Metre Camilla Pupa, Cisne Negro Cia. de Dança, Orquestra Sinfônica de Piracicaba e à Hyundai Motor Brasil - Piracicaba.
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583
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