17 de março de 2026

Requerimento aponta déficit de motoristas da saúde em Piracicaba

Propositura da vereadora Rai de Almeida (PT) foi aprovada durante a reunião ordinária desta segunda-feira (16)

Durante a 11ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Piracicaba, realizada na noite desta segunda-feira (16), os vereadores aprovaram o Requerimento 218/2026, de autoria da vereadora Rai de Almeida (PT), que solicita informações ao chefe do Executivo sobre o funcionamento do Serviço Integrado de Transportes da Secretaria Municipal de Saúde. 

A propositura levanta uma série de preocupações sobre a estrutura e a capacidade de atendimento do setor, responsável pelo transporte de pacientes, incluindo aqueles com mobilidade reduzida, para consultas, exames e tratamentos, inclusive em outros municípios.

De acordo com o documento, há um déficit de mais de 20 motoristas desde 2023, apesar da existência de concurso público vigente (nº 5/2024), com validade até maio deste ano. A situação, segundo a vereadora, tem impactado diretamente o atendimento à população. 

Ao justificar o requerimento em plenário, Rai destacou que o cenário é “seríssimo” e apontou falhas recorrentes no serviço. “Tem veículo, mas não tem motoristas. Inclusive, várias viagens que levam pessoas com problemas de mobilidade foram canceladas na semana passada por falta de profissionais”, afirmou. A parlamentar também relatou a sobrecarga enfrentada pelos servidores, com motoristas realizando até três viagens diárias e percorrendo mais de 350 quilômetros por dia. “É uma situação caótica”, reforçou, ao cobrar providências e questionar se haverá convocação dos aprovados no concurso.

O requerimento também menciona que o setor conta atualmente com 16 vans novas, 26 veículos locados, duas vans adaptadas e três ambulâncias — estas últimas chegando a rodar, em média, 350 quilômetros por dia, o que indicaria a necessidade de ampliação da frota. Além disso, há relatos de pressão para redução de horas extras, ao mesmo tempo em que cresce o número de afastamentos por problemas de saúde entre os funcionários.

Outro ponto destacado é que a deficiência no serviço tem causado impactos como o não atendimento de unidades de saúde na zona rural, dificuldades no funcionamento do consultório de rua, cancelamento de viagens e demora na manutenção dos veículos.

Durante a discussão, o vereador Gustavo Pompeo (Avante) também se manifestou, ampliando o debate para outras áreas da administração municipal. Segundo ele, a falta de estrutura e pessoal não se restringe ao transporte da saúde. “Levamos demandas ao prefeito de outros serviços, como o conselho tutelar, que também não conseguem fazer o atendimento. Essa é uma demanda geral na prefeitura”, afirmou.

Texto: Erich Vallim Vicente - MTB 40.337