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07 DE DEZEMBRO DE 2021

Empresa esclarece diferença de resultados em medidores de glicose


Representantes da OK Biotech se reuniram com os vereadores André Bandeira e Pedro Kawai



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Davi Negri - MTB 20.499 (1 de 7) Salvar imagem em alta resolução

Reunião ocorreu na manhã desta terça-feira (7)

Reunião ocorreu na manhã desta terça-feira (7)
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Reunião ocorreu na manhã desta terça-feira (7)

Reunião ocorreu na manhã desta terça-feira (7)
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André Bandeira (PSDB)

André Bandeira (PSDB)
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Pedro Kawai (PSDB)

Pedro Kawai (PSDB)
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Ana Raquel Passari Faggin de Castro

Ana Raquel Passari Faggin de Castro
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Vinicius Dean Porto Mundin

Vinicius Dean Porto Mundin
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Maria Alice de Oliveira

Maria Alice de Oliveira
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Reunião ocorreu na manhã desta terça-feira (7)



Após denúncias de discrepância nos resultados na medição nos aparelhos fornecidos pela prefeitura para monitorar os níveis de glicose no sangue (glicemia) em pacientes diabéticos, os vereadores André Bandeira e Pedro Kawai (ambos do PSDB) reuniram-se, na manhã desta terça-feira (7), com representantes da Secretaria da Saúde e da empresa OK Biotech, vencedora da licitação para o fornecimento dos glicosímetros (monitores de glicemia).

“Uma leitura errada pode trazer problemas para a saúde do paciente, complicações até graves. A reunião foi convocada para gente poder ter um posicionamento tanto da farmácia quanto da empresa”, disse Pedro Kawai.

A diretora do Departamento de Assistência Farmacêutica da Secretaria da Saúde, Ana Raquel Passari Faggin de Castro, explicou aos vereadores como funciona o processo licitatório de compras das tiras (os aparelhos são fornecidos em comodato) e todo o protocolo utilizado para atender as quase cinco mil pessoas com diabetes em Piracicaba. 

Segundo ela, quando começaram os relatos de algumas diferenças nas aferições, o departamento entrou imediatamente em contato com a OK Biotech para verificar o que estava acontecendo e a empresa fez um treinamento com os farmacêuticos da Saúde e recolheu alguns aparelhos que os pacientes relataram estar apresentando problemas. “A gente quer realmente prestar contas desse serviço fornecido para a população. Queremos dar esse suporte técnico, esse amparo, de que esse produto realmente tem uma boa qualidade para os pacientes usarem”, afirmou.

Vinicius Dean Porto Mundin, farmacêutico responsável pelo Departamento de Assuntos Regulatórios da empresa que fornece os medidores e as fitas para a prefeitura, afirmou que o “aparelho está apto para ser utilizado”. Ele apresentou aos vereadores documentos que comprovam que a OK Biotech possui todas as certificações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O farmacêutico relatou que foram disponibilizadas seis mil unidades de monitores e três milhões de tiras e até o momento chegaram 24 queixas-técnicas. "Das 24 queixas, 8 monitores estavam danificados 'por razão de terceiros ou outros' e foram substituídos, e dos 16 que voltaram para análise, todos eles passaram nos testes e foram laudados", declarou.

O responsável pelo Departamento de Assuntos Regulatórios da OK Biotech  afirmou que o motivo do “desvio” nos resultados na medição pode ser por erro na parte da coleta capilar (medição pelo glicosímetro) e excesso de álcool na mão ou falta de higienização da mesma. “Pode ser que por algum motivo as tiram podem ser danificadas no armazenamento, ou seja, são muitas variáveis que a gente consegue ver nesses casos”, disse. Ele fez questão de frisar que todos os monitores de glicemia coletados pela empresa são imediatamente substituídos para a prefeitura.

A consultora técnica e supervisora do SAC Qualidade da OK Biotech, Maria Alice de Oliveira, explicou que pode acontecer um “intervalo de variação” que é preconizado pelo ISO 15.197 de 2013. "Os testes de glicemia capilar devem ser comparados com o teste de laboratório e pode ter uma diferença de 15% se a taxa de glicemia for maior que 100 mg/dL e de 15 mg/dL em resultados menores de 100 mg/dL",disse. 

Para o vereador Pedro Kawai, a reunião foi “muito positiva” porque trouxe muitas informações de funcionamento, além de números e a explicação de como são feitas as testagens para as comparações e como são feitos o acompanhamento dos aparelhos que receberam a reclamação.

Ao final da reunião, André Bandeira declarou que vai voltar a conversar com grupo de diabéticos da cidade que fez as denúncias. “Vamos passar para eles essas informações que a gente recebeu aqui, dialogar e se ainda persistir a dificuldade, nós vamos juntar as duas partes para que finalmente se chegue num consenso. Mas creio que as dúvidas que a gente tinha foram eliminadas”, afirmou.



Texto:  Daniela Teixeira - MTB 61.891
Supervisão:  Rodrigo Alves - MTB 42.583


Saúde André Bandeira Pedro Kawai

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