24 de março de 2026

Câmara aprova moção de aplausos para pesquisadora que descobriu a polilaminina

Dra. Tatiana Coelho de Sampaio é chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

A Câmara aprovou na noite desta segunda-feira (23) durante a 13ª Reunião Ordinária de 2026, A moção de aplausos à Dra. Tatiana Coelho de Sampaio e sua equipe pela “histórica descoberta da polilaminina, proteína inovadora que promete revolucionar a medicina regenerativa e devolver a mobilidade a milhares de pessoas”. A moção de aplausos 40/2026 é de autoria do vereador Renan Paes (PL).

Tatiana Coelho de Sampaio consolidou-se como uma das figuras mais proeminentes da ciência contemporânea brasileira, liderando com maestria o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Após 25 anos de pesquisa, a Dra. Tatiana e sua equipe culminaram com a descoberta da polilaminina, uma proteína inovadora com potencial para revolucionar o tratamento de lesões medulares. Esta descoberta representa um avanço significativo na medicina regenerativa, oferecendo esperança para pacientes com paralisia decorrente de traumas na medula espinhal.

O texto da propositura traz detalhes sobre a descoberta científica da laminina à polilaminina: a laminina desempenha um papel crucial na formação e organização de tecidos do sistema nervoso, auxiliando na comunicação entre as células. Sob a intervenção da Dra. Tatiana, a laminina foi transformada em um ‘andaime' molecular de alta precisão, a polilaminina, um complexo molecular mais robusto e eficaz.

O texto ainda detalha o funcionamento da polilaminina: trata-se de uma proteína biológica acelular e universal, idêntica em todos os seres humanos. Essa característica permite que o tratamento seja aplicado sem o risco de rejeição ou a necessidade de medicamentos imunossupressores, oferecendo uma alternativa mais simples, de menor custo e pronta para uso imediato em ambientes hospitalares, uma vez que a substância pode ser mantida congelada e aplicada sem as complexas manipulações exigidas pelo cultivo e personalização de células vivas.

A polilaminina atua como uma espécie de "ponte" ou "andaime" biológico, fornecendo suporte e um ambiente propício para a regeneração de neurônios danificados na medula espinhal. Esta estrutura funciona como uma ponte física e química que orienta o crescimento dos axônios através da cicatriz glial em lesões medulares, permitindo a religação de circuitos neuronais antes considerados permanentemente perdidos.

“Cabe ressaltar e denominar a equipe responsável pela descoberta e desenvolvimento da polilaminina na UFRJ, que é liderada pela Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, e composta pelos pesquisadores Dra. Karla Menezes (bióloga e enfermeira fundamental nos testes de eficácia), Dr. João Ricardo Lacerda de Menezes (professor associado e especialista em neurobiologia), Dr. Marcos Assis Nascimento (biólogo focado em neurogênese e imunomodulação) e Dr. Raphael de Siqueira Santos (biomédico especialista em modelos de lesão medular), que juntos transformaram décadas de pesquisa básica em uma terapia regenerativa inovadora para o tratamento de traumas na medula espinhal”, destacou Renan Paes.

Ele ainda destaca que, mais do que um avanço científico, a polilaminina representa um farol de esperança e uma promessa de dignidade para milhões de pessoas ao redor do mundo que convivem com as limitações impostas por lesões medulares. “O trabalho visionário da Dra. Tatiana e sua equipe não apenas abre caminhos para a recuperação da mobilidade e da qualidade de vida, mas também reafirma o potencial transformador da ciência brasileira, demonstrando que, com investimento contínuo, persistência e genialidade, é possível alcançar avanços que parecem milagres, impactando profundamente a sociedade e o futuro da medicina”, declarou.

Na justificativa de voto, o vereador André Bandeira (PSDB) elogiou o trabalho da Dr. Tatiana. “Essa mulher tem feito um trabalho excepcional e é digna de tosos os nossos parabéns. Não existe obviamente nenhum milagre do dia para noite, é um trabalho que por enquanto está voltado para as pessoas que acabaram de ter a lesão, até 72 horas após uma lesão da medula. Pessoas como eu que vai completar 30 anos de lesão ainda não se chegou esse nível, mas estão pesquisando, estão buscando e eu tenho certeza absoluta que ainda vai conseguir se chegar lá”, disse.

Texto: Daniela Teixeira - MTB 61.891
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583
Filmagem: TV Câmara