PIRACICABA, DOMINGO, 12 DE JULHO DE 2020
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07 DE FEVEREIRO DE 2020

Ambulantes: empresário foca preocupação comercial da Rua do Porto


Com estabelecimento comercial há mais de 12 anos na região da Rua do Porto, Pedro Bueno, ocupou a tribuna da Câmara para retratar sobre as dificuldades de comerciantes



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Davi Negri - MTB 20.499 Salvar imagem em alta resolução

Ambulantes: empresário foca preocupação comercial da Rua do Porto






Pedro Luís da Silva Bueno, com estabelecimento comercial funcionando há mais de 12 anos no entorno da Rua do Porto, ocupou a Tribuna Popular, da Câmara de Vereadores de Piracicaba, na segunda reunião ordinária, nesta quinta-feira (6), para abordar sobre a temática dos ambulantes, frente às dificuldades de se manter em pé diante de tanta concorrência.

A fala do orador suscitou a participação do presidente da Câmara, Gilmar Rotta (MDB), bem como dos vereadores: Adriana Cristina Sgrigneiro, a Coronel Adriana (CID), Wagner Alexandre Oliveira, o Wagnão (PHS) e dos integrantes do PSDB, Osvaldo Schiavolin, Tozão, Jonson de Oliveira, o Maestro Jonson e Nancy Thame. 

Pedro Luís informou que tem uma empresa que está há 12 anos no mercado, sempre em ascensão, sendo que de uns tempos para cá, precisou fechar a unidade 2 e colocar nove pessoas na rua.

"Do jeito que está indo, a loja da rua do Porto vai pelo mesmo caminho", disse, além de enfatizar que já foi até à Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), bem como ao sindicato patronal dos trabalhadores.

Pedro Luís diz que o problema na rua do Porto está em uma avalanche de ambulares. E, pediu ajuda dos vereadores. "Não sei se todos são ilegais, mas deve ter muita gente ilegal", disse, com relação aos ambulantes.

O orador também mostrou que mesmo no centro, tem o pessoal que vende frutas na carriola, sendo que eles trazem a mercadoria deles, onde os funcionários não são piracicabanos, ou seja, não ajudam em nada a cidade.

"Não tenho mais a quem reclamar. Não é criar uma lei, é fazer a coisa acontecer. Isso aí só vai causar desemprego", disse.

Em aparte, o vereador Tozão disse que muitos comerciantes no centro sentem a dificuldade e que as pessoas podem abrir uma MEI (Micro Empreendedor Individual), mas, muitos querem trabalhar na clandestinidade.

A vereadora Coronel Adriana disse que está sendo criado estímulo a quem não é da cidade pela própria prefeitura. Citou a Semtre (Secretaria Municipal do Trabalho e Renda) e a regularização da Feira do Rolo. E, citou projeto de lei em tramitação na Câmara, que facilita o comércio ambulante.

O vereador Wagnão disse que a fiscalização está complicada e citou ambulantes em frente ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito). O parlamentar reconhece que tem que haver espaço para todo mundo, mas precisa ser regularizado.

O vereador Maestro Jonson disse que já fez várias reclamações na prefeitura, especialmente com foco nos problemas da região central.

Nancy Thame comentou sobre projeto em tramitação na Câmara, que tem as normativas, mas que a questão é a fiscalização. "Ninguém é contra o trabalhador", disse.

O presidente da Câmara, Gilmar Rotta também reiterou que o projeto está em tramitação e será analisado, onde os vereadores podem apresentar emendas. Além de defender que a prioridade deve ser a quem é da cidade.



Texto:  Martim Vieira - MTB 21.939
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343
Imagens de TV:  TV Câmara


Tribuna Popular

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