11 de junho de 2014

Mitos impedem que número de doadores cresça

Gesto de doar não "engrossa" o sangue nem altera o peso da pessoa.

Pacientes submetidos a transplante de órgãos, em terapia para o câncer e portadores de outras doenças dependem da transfusão de sangue durante o tratamento a que são submetidos. O sangue também é fundamental a recém-nascidos prematuros e a pessoas que sofreram graves acidentes.

Um dos fatores que impedem que o número de doadores cresça significativamente no Brasil é o desconhecimento que parte das pessoas tem em relação aos efeitos do gesto. As dúvidas acabam sendo sustentadas pela disseminação de informações imprecisas, que comprometem o trabalho desenvolvido pelas autoridades de saúde.

A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde do doador, uma vez que a reposição do plasma ocorre em 24 horas, e a dos glóbulos vermelhos, em quatro semanas. Entretanto, para o organismo atingir o mesmo nível de estoque de ferro que apresentava antes da doação, são necessários de 40 a 60 dias para os homens e de 50 a 90 dias para as mulheres. Esses são os intervalos mínimos que devem ser respeitados entre uma coleta e outra.

TABUS - Há ainda outras mentiras que cercam o processo de doação, como o de que a coleta poderia "engrossar" o sangue de quem doa. Também não é verdade que o gesto faça a pessoa engordar ou emagrecer, pois a doação não altera o peso do voluntário.

Outro dado importante para acabar com a resistência de quem ainda não doa sangue: todo o material utilizado no procedimento é descartável ––anulando, assim, a possibilidade de contaminação. Além de seguro, o processo de doação é rápido, durando cerca de uma hora. Após a coleta, o voluntário ganha um lanche e é imediatamente liberado.

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Texto: Ricardo Vasques - MTB 49.918 | Comunicação