PIRACICABA, TERÇA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2019
Aumentar tamanho da letra
Página inicial  /  Webmail

30 DE JANEIRO DE 2019

Bandeira busca 'soma de forças' por direitos da pessoa com deficiência


Fórum Municipal Permanente da Pessoa com Deficiência realizou primeira reunião do ano nesta quarta-feira, na Câmara.



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Lucas do Nascimento Machado (1 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (2 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (3 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (4 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (5 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (6 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (7 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (8 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (9 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (10 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (11 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (12 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (13 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (14 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (15 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Lucas do Nascimento Machado (16 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Lucas do Nascimento Machado (17 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Leandro Trajano (18 de 18) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Lucas do Nascimento Machado Salvar imagem em alta resolução


Na primeira reunião realizada em 2019, nesta quarta-feira (30), o Fórum Municipal Permanente da Pessoa com Deficiência abriu espaço para familiares e profissionais que lidam com a questão pudessem expor as principais dificuldades que enfrentam e discutir formas de o Poder Público atenuá-las.

À frente do Fórum, o vereador André Bandeira (PSDB) afirmou querer "somar forças" para buscar o atendimento de demandas comuns à maioria das pessoas. Por isso, divulgou em redes sociais, clínicas de fisioterapia, associações e entidades o convite para a participação na reunião, que ocorreu em sala do segundo andar do prédio anexo da Câmara.

"Temos milhares de pessoas no município com alguma deficiência e é muito importante que elas saiam de casa, participem e expressem suas vontades para que possamos ter políticas públicas colocadas em prática", disse o parlamentar, citando a Lei Brasileira de Inclusão como exemplo de legislação que precisa ser efetivada no país.

André Bandeira disse que a união de forças, além de dar peso às cobranças em âmbito municipal, colabora ao exercer pressão sobre quatro outros atores importantes na garantia dos direitos da pessoa com deficiência: os governos estadual e federal (para obter recursos e obras para Piracicaba), a Justiça (para obrigar o cumprimento de decisões como o fornecimento de remédios e equipamentos) e o Ministério Público (para denunciar casos de abusos ou negligência, por exemplo).

"Falta ainda ao povo colocar em prática a cobrança, mas de maneira adequada: não é simplesmente ficar postando em redes sociais, escrevendo ou reclamando disso ou daquilo. Precisamos criticar o servico público ou privado e encaminhar as denúncias da forma correta, para que essas situações sejam resolvidas e, principalmente, para que não ocorram mais", afirmou o parlamentar.

Em duas horas de reunião, profissionais e familiares de pessoas com deficiência falaram das dificuldades encontradas em diversas áreas, desde mercado de trabalho até transporte, saúde e assistência social. Um dos relatos partiu da dona de casa Bruna Camargo, mãe de Maria Clara. Sem falar, andar e mover as mãos em decorrência da síndrome de Rett, de origem genética, a garota, de 8 anos, frequenta de segunda a sexta-feira a terapia, de manhã, e o colégio, à tarde.

Diante das despesas para garantir a qualidade de vida da filha, os pais pleitearam o Benefício de Prestação Continuada, mas tiveram o pedido negado duas vezes pelo INSS. A justificativa dada, de que a renda familiar supera o mínimo para obter o benefício, ignora os gastos que Maria Clara tem.

"É só o meu marido que trabalha e eles alegam que ele tem condições de manter o tratamento da Maria Clara. Sou dona de casa porque a Maria Clara precisa dos meus cuidados diários, e temos todo um outro gasto: terapia, cadeira de escola que ela precisa, medicação, fralda, custos médicos, um tênis melhor, um colete. Tudo isso a gente precisa pagar. E o benefício seria justamente para ela, para usar para ela, mas nos foi negado", conta Bruna.

A publicitária e estudante de educação física Fernanda Gomes, 28, falou do convívio com a mãe, que tem dificuldades motoras há 34 anos. "Nasci nesse ambiente, para mim foi natural crescer com uma pessoa com deficiência. Só depois de grande é que fui perceber a dificuldade que é. Ela dependia muito do meu pai, que já faleceu, e hoje depende muito de mim e do meu irmão. É desde andar na calçada até procurar uma vaga para estacionar, além da dificuldade de acesso às coisas públicas, como hidroterapia e fisioterapia", comentou.

Além de orientar sobre caminhos para a busca de soluções, André Bandeira atualizou dados sobre serviços oferecidos na cidade, como o Elevar, e tratou de casos em que o acionamento da Justiça e do Ministério Público resultaram no cumprimento de direitos de pessoas com deficiência por parte do Poder Público ou de empresas privadas. O levantamento das demandas terá continuidade na próxima reunião do Fórum, prevista para fevereiro.



Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343


Tópicos: Fórum Pessoa com DeficiênciaAndré Bandeira

Notícias relacionadas