29 de abril de 2026

Vereador vê divergências em tratamentos a solicitações de reparos em calçadas

Após analisar respostas da Prefeitura a indicação e requerimento, André Bandeira cobra critérios claros e padronização no atendimento a pedidos de reparo em calçadas

O vereador André Bandeira, em análise às respostas da Prefeitura a requerimento e indicação de sua autoria sobre manutenção em calçadas, aponta possível tratamento diferente a situações similares.

Em resposta ao requerimento 265/2026, sobre calçada danificada na Avenida Professor Alberto Vollet Sachs, a administração, por meio da Secretaria de Obras, informou que se trata de "calçada particular, não sendo de responsabilidade do município". Informou ainda que o proprietário foi notificado em 19 de março de 2026 e tem 30 dias para fazer os reparos.

Já no caso da calçada da Rua Genoveva Nasato Formaggio, no Santa Rita (indicação 3632/2025, respondida em 15 de abril de 2026), a Prefeitura adotou tom diverso, informando que "a demanda será encaminhada ao departamento responsável para a realização de vistoria e verificações necessárias. Será apurada a responsabilidade. Se for do Município, serão feitos estudos técnicos".

Para o vereador, num caso a Prefeitura já sabia de antemão que a calçada era particular e agiu rápido, com notificação em menos de um mês após o requerimento. No outro, depois de meses, ainda não sabe de quem é a competência, e o morador continua esperando, sem previsão.

"Não podem existir dois pesos e duas medidas. O cidadão não tem obrigação de saber se a calçada em frente à sua casa é pública ou particular. O que ele precisa é de segurança e de um poder público que resolva, ou que oriente claramente sobre os passos. Ficar empurrando a responsabilidade com estudos eternos é desrespeito. A pergunta que fica é: a Prefeitura não sabe ou não quer resolver? Qual a razão para se omitir tanto em um caso e agir no outro? Será que a administração municipal tem competência técnica sequer para identificar de quem é a obrigação?", protestou o vereador.

Para Bandeira, a diferença de tratamento entre casos semelhantes expõe uma gestão reativa e desorganizada, que age apenas quando pressionada por requerimentos específicos, em vez de ter um protocolo claro e universal para a manutenção de calçadas em todo o município.

 

Texto: Assessoria parlamentar
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583