08 de maio de 2026
Vereador questiona se há atraso em verbas rescisórias de terceirizados de UPAs
Requerimento de Marco Bicheiro traz questionamentos sobre rescisões em contratos de funcionários de unidades de saúde geridas por OSS (Organização Social de Saúde)
O possível não pagamento das verbas rescisórias aos funcionários das UPAs Vila Sônia e Cristina, terceirizados da Prefeitura por meio de uma OSS (Organização Social de Saúde), é objeto do requerimento 516/2026, de autoria do vereador Marco Bicheiro (PSDB), aprovado na noite desta quinta-feira (7) na 24ª Reunião Ordinária.
Segundo o parlamentar, “profissionais que atuaram nessas unidades relatam o não recebimento de verbas rescisórias após o encerramento de seus vínculos”. Ele frisa que essas verbas possuem caráter alimentar, sendo essenciais para a subsistência dos trabalhadores, e que “a eventual inadimplência pode indicar falhas na fiscalização contratual por parte da Administração Pública”.
Ele alerta que o Município, como contratante, “pode ser responsabilizado subsidiariamente em casos de descumprimento de obrigações trabalhistas por empresas terceirizadas”, e lembra que “a situação impacta diretamente não apenas os trabalhadores, mas também a qualidade e a continuidade dos serviços públicos de saúde”.
Marco Bicheiro quer saber qual a justificativa oficial para o não pagamento das verbas rescisórias e pede detalhamento e cópias do contrato e aditivos firmados entre a Prefeitura e a OSS.
O parlamentar indaga se o contrato previa garantias para cobertura de obrigações trabalhistas, como caução, seguro-garantia ou fiança e, se sim, questiona se elas foram acionadas.
Ainda na propositura, ele pergunta se a Prefeitura realizou retenção de pagamentos à OSS “diante de indícios de inadimplência trabalhista”, se existe levantamento oficial do número de trabalhadores eventualmente prejudicados e se foram abertos canais oficiais de diálogo, além de questionar o valor total estimado da dívida referente às verbas rescisórias não pagas e perguntar se a OSS foi formalmente notificada para regularização da situação.
O parlamentar pede cópias dessas notificações, busca saber quais sanções administrativas foram ou serão aplicadas e, ainda, se foram ajuizadas ações contra o município por parte dos trabalhadores.
Sobre eventuais ações e possíveis ônus aos cofres públicos decorrentes de responsabilização subsidiária, Marco Bicheiro pergunta se há avaliação sobre o tema sendo realizada pela Procuradoria-Geral do Município e se há previsão de bloqueio de valores devidos para garantir o pagamento aos trabalhadores.
Ele também quer saber se há ainda contratos vigentes com a OSS no município e se há previsão de nova contratação ou substituição da gestão das unidades.
O texto segue agora para análise e resposta por parte do Executivo municipal.
Supervisão: Rodrigo Alves - MTB 42.583
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