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26 DE NOVEMBRO DE 2021

Trabalho da Patrulha Maria da Penha da GCM é destaque na tribuna


Guardas Civis Eliana Emerenciano Baptista e Sheila de Oliveira Valverde destacaram papel da Patrulha no Dia Internacional pela eliminação da violência contra a mulher.



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (1 de 2) Salvar imagem em alta resolução

Eliana Emerenciano Baptista

Eliana Emerenciano Baptista
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (2 de 2) Salvar imagem em alta resolução

heila Mayara Matildes de Oliveira Pereira Valverde

heila Mayara Matildes de Oliveira Pereira Valverde
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Eliana Emerenciano Baptista






O "Dia Internacional pela eliminação da violência contra a mulher" foi o mote do discurso das Guardas Civis Municipais Eliana Emerenciano Baptista e Sheila Mayara Matildes de Oliveira Pereira Valverde na tribuna popular da 47ª reunião ordinária de 2021 da Câmara Municipal de Piracicaba, realizada nesta quinta-feira (25). 

Elas ressaltaram o trabalho desenvolvido pela corporação por meio da Patrulha Maria da Penha que, desde 2017, atua na proteção de mulheres vítima de violência. 

A primeira a discursar foi a guarda Eliana Emerenciano Baptista, que falou sobre o aumento do número de medidas protetivas solicitadas durante a pandemia e destacou a importância de que o trabalho realizado pela Patrulha seja ainda mais divulgado: "as medidas protetivas, infelizmente, aumentaram na pandemia. Nós da GCM estamos sempre à disposição para que, junto com o Legislativo, esse trabalho cresça e seja divulgado cada vez mais. Existe a divulgação, mas muito ainda precisa ser feito. Acredito que os vereadores e vereadoras estão juntos com a GCM para que essa divulgação, esse combate, seja mais efetivo", disse.

Ela também frisou que, atualmente, a Patrulha Maria da Penha está sediada em uma sala do Terminal Central de Integração, "o que dá mais visibilidade ao nosso trabalho e possibilita que mais mulheres que passam por esse tipo de situação tenham acesso ao serviço". Ela também lembrou que o atendimento do agrupamento é feito pelo telefone153.

"A importância de estar aqui nesta noite é lembrarmos que muitas vítimas não tem, ainda hoje, coragem para fazer uma denúncia. Nem o vizinho ou a pessoa que está sabendo o que acontece com aquela mulher... Infelizmente, as pessoas às vezes não querem se envolver. E nosso desejo, enquanto Guardas Civis e enquanto mulheres, é que elas tenham coragem e possam denunciar. Nós estamos à disposição para que essas mulheres sejam acolhidas", completou.

Na sequência, a também guarda lotada na Patrulha Maria da Penha, Sheila Mayara Matildes de Oliveira Pereira Valverde, lembrou do início das atividades do agrupamento: "começamos em 2017 e enfrentamos várias dificuldades. Começamos a trabalhar com o descumprimento de medidas protetivas quando isso ainda não era crime, nada podíamos fazer. Era um duplo sentimento de frustação, tanto como policial como quanto mulher, por vermos as mulheres que atendíamos passando por aquela situação e ficarmos de mãos atadas", lembrou.

Foi somente em 2018, quando o descumprimento de medida protetiva passou a ser tipificado como crime, que a Patrulha teve um papel ainda mais fundamental no combate e enfrentamento da violência contra as mulheres: "a partir daí, nós efetuamos até outubro, 108 prisões em flagrante, um número bastante considerável. Nós realizamos 2120 atendimentos, ou seja, 2120 mulheres foram atendidas e acompanhadas por nós". 

Ela detalhou, na sequência, como se dá este acompanhamento: "quando a mulher registra o boletim de ocorrência e solicita uma medida protetiva, a delegada tem até 48 horas para encaminhar esse pedido, e o juiz tem mais 48 horas para deferi-la ou não. Deferida a medida protetiva, ela é encaminhada por correio eletrônico para a GCM e, aí, nós fazemos um contato direto com essas mulheres. Feito isso, as acompanhamos com rondas no trabalho, residência ou imediações dos locais onde essas mulheres frequentam. Nosso objetivo é, portanto, impedir que esse agressor descumpra a medida protetiva, impedir que ele se aproxime dela e que ocorra uma nova agressão".

E os números impressionam. Segundo Sheyla, até outubro, foram realizadas mais de 58 mil rondas em Piracicaba e, desde o início da tipificação do crime, quando comparados os anos 2018 e 2019, as solicitações junto à Patrulha dobraram. 

Ela também lembrou da existência de outras entidades voltadas à proteção da mulher na cidade, a exemplo do Cram (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), DDM (Delegacia da Mulher) e do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social "Lúcia Maranho Bertão") e destacou a necessidade de ampliação destes serviços: "infelizmente, aqui em Piracicaba ainda não temos uma casa para abrigar essas mulheres, e nós que temos contato direto com elas sentimos na pele e vemos que elas estão pedindo socorro", completou.

O discurso completo das oradoras pode ser vista no vídeo localizado no canto superior esquerdo desta matéria.  

 



Texto:  Fabio de Lima Alvarez - MTB 88.212
Supervisão:  Rodrigo Alves - MTB 42.583


Tribuna Popular

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