PIRACICABA, SEXTA-FEIRA, 20 DE MAIO DE 2022
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24 DE MARÇO DE 2022

Palestra aborda pós-verdade e guerra de narrativas na política


Segunda palestra do ciclo "Marketing Político e Eleitoral no Contexto da Comunicação Digital" aconteceu na tarde desta quarta (24); Último encontro acontece na sexta (25)



EM PIRACICABA (SP)  

Gilmar Arruda de Souza, especialista em marketing político e eleitoral

Gilmar Arruda de Souza, especialista em marketing político e eleitoral

Gilmar Arruda de Souza, especialista em marketing político e eleitoral

Gilmar Arruda de Souza, especialista em marketing político e eleitoral
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Gilmar Arruda de Souza, especialista em marketing político e eleitoral





A conceptualização de elementos que interferem diretamente nos resultados e estratégias de marketing político e eleitoral num cenário capturado por disputas materiais e simbólicas mediadas pelas novas tecnologias digitais foi um dos temas centrais da segunda de três palestras do ciclo “Marketing Político e Eleitoral no Contexto da Comunicação Digital”, promovido pela Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Piracicaba na tarde desta quinta-feira (24).

Ministrada pelo estrategista de marketing político e eleitoral, Gilmar Arruda de Souza, a palestra alerta a políticos e candidatos que nem sempre a disputa de narrativas eleitorais se dá com base em dados e fatos objetivos. 

Segundo o especialista, os conteúdos que apelam para a emoção e para crenças pessoais dos eleitores, mesmo que essas crenças não se sustentem na realidade (pós-verdade), são cada vez mais utilizados e amplificados na guerra de narrativas que domina as redes sociais, já que eles propiciam a criação e manutenção das chamadas "bolhas", que por sua vez reforçam e confirmam essas convicções (viés de confirmação).

"Conheçam esses conceitos e saibam que eles são ferramentas que podem tanto te destruir quanto te alavancar. Não é para usar par o mal, mas para você estar preparado", pontua.

De acordo com Gilmar Arruda, qualquer pessoa que queira disputar um cargo eletivo precisa compreender esse contexto e lançar mão de "vacinas" para mitigar os efeitos nocivos, como por exemplo estimular o senso crítico dos eleitores, manter a militância ativa e mobilizada e marcar posicionamento por meio dos mais diversos canais de comunicação em relação a um tema que seja alvo deste tipo de ataques.

Tendências, cenários e diagnóstico -  Para enfrentar a guerra informacional, os políticos e candidatos precisam igualmente lançar mão de ferramentas que os permitam compor um cenário político, analisar e projetar tendências e conjunturas e, a partir disso, "fechar" um diagnóstico que o possibilite visualizar as suas vantagens e desvantagens competitivas.

De acordo com Gilmar é preciso "ligar os pontos", ou seja, entender o que se passa num cenário mais amplo, seja internacional ou nacional, e relacionar estes fatos ao cenário local, à realidade do candidato e de seus eleitores.

Na sequência, de acordo com o especialista, é preciso analisar e refletir sobre movimentos partidários e correntes ideológicas que apontam como definidores de uma conjuntura futura, sobre o que provavelmente estará em voga no cenário político futuro.

Além disso, ele também diz que é fundamental entender os diversos perfis eleitorais (personas) existentes, ou seja, conhecer a fundo os anseios dos potenciais grupos de eleitores e, assim, criar uma política comunicacional capaz de dialogar com esse eleitorado,  com foco (bandeiras e temas escolhidos pelo candidato), imagem (tanto estética quanto semântica) e propostas coerentes e exequíveis.

Para isso, assim como apontado na primeira palestra do ciclo, realizada na última quarta-feira (23), o emprego de pesquisas científicas que permitam por meio de metodologias qualitativas e quantitativas entender o que o eleitorado de fato quer, são imprescindíveis.

Novo Marketing Político e Eleitoral - Com o advento e emprego cada vez mais frequentes das novas tecnologias e redes comunicacionais na disputa eleitoral e na política cotidiana, a forma de se dirigir ao cidadão e ao eleitor também precisa ser nova. Se antes antes o candidato discursava, recrutava e convocava seu eleitorado, agora ele precisa dialogar, incluir e envolver: "é preciso incluir as pessoas dentro de projetos, 'cocriar' projetos".

De acordo com Gilmar Arruda, seja no marketing de produtos, seja no marketing eleitoral e político, as pessoas buscam cada vez mais um "envolvimento profundo, coisas feitas sob medida, personalizadas e pessoais" e, por isso, "é preciso interagir para humanizar as relações", pontua. 

A apresentação destas ferramentas e estratégias será o tema da terceira e última palestra do ciclo "Marketing Político e Eleitoral no Contexto da Comunicação Digital", que acontece nesta sexta-feira (25), e será exibida, assim como o evento desta quinta-feira (24), pela plataforma Zoom e pelo YouTube da Escola do Legislativo.



Texto:  Fabio de Lima Alvarez - MTB 88.212
Supervisão:  Rodrigo Alves - MTB 42.583


Escola do Legislativo Pedro Kawai Josef Borges Silvia Maria Morales

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