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08 DE DEZEMBRO DE 2020

Gilmar Rotta: 'trabalho para que Piracicaba se torne melhor'


Atual presidente da Câmara e vereador rumo ao terceiro mandato, ele possui um perfil eclético, que concilia articulação política e gestão



EM PIRACICABA (SP)  

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Desafio é conciliar as agendas do mandato e o exercício da presidência

Desafio é conciliar as agendas do mandato e o exercício da presidência
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Desafio é conciliar as agendas do mandato e o exercício da presidência

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Desafio é conciliar as agendas do mandato e o exercício da presidência



"O meu traballho é o de buscar alternativas para que Piracicaba se torne melhor."

A frase é Gilmar Rotta, 54 anos, atual presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba e que a partir de 1º de janeiro iniciará o terceiro mandato no parlamento piracicabano.

Seja pela população da zona rural, em áreas como saúde, educação e esportes, o parlamentar filiado ao Cidadania diz que sua função vai além de fiscalizar o Executivo: "temos que ajudar a cidade na busca por soluções”, afirma ele, que conquistou 1.893 votos nestas eleições.

Sua atuação na área da saúde tem sido constante, fruto da experiência adquirida como gestor da Secretaria Municipal de Saúde por quatro anos, antes de conquistar o primeiro mandato na Câmara.

Entre os destaques do mandato está o aumento de repasses para o teto do SUS (Sistema Único de Saúde), ocorrido em duas ocasiões, atingindo R$ 20 milhões para os atendimentos em média e alta complexidades.

Isso só foi possível porque, em 2017, ele fez o trabalho de convencimento ao então secretário nacional de Atenção Básica à Saúde, Rogério Abdala, que esteve em Piracicaba. Além disso, Gilmar levou a demanda à Brasília em diversas ocasiões. “Por sinal, isso já está defasado e temos que fazer um novo trabalho, a partir do ano que vem”, esclarece.

Ainda no âmbito federal, o vereador buscou R$ 2 milhões para o PAD (Programa de Assistência Domiciliar), para garantir a montagem de uma terceira equipe de atendimento na cidade.

Outra conquista foi o hospital veterinário público para Piracicaba, que será construído em uma área de 1,7 mil metros quadrados, no bairro Terra Rica/Taquaral, próximo ao Cecap-Eldorado. Sobre o equipamento, os recursos são fruto de diálogo com a Secretaria Estadual de Saúde.

Gilmar também se preocupa com a comunidade rural de Piracicaba, distribuída em uma ampla região de 1.127,130 quilômetros, segundo o Ipplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba). “São bairros distantes do Centro: Anhumas está há quase 42 quilômetros e tem 8.000 moradores, Ibitiruna quase 48km, Tanquã são 50km”, lembra o parlamentar. “Essas pessoas precisam de saúde, educação, transporte”, completa.

GESTÃO – Em dezembro, Gilmar encerra os dois anos como presidente da Câmara e se coloca à disposição para concorrer novamente à gestão da futura mesa diretora.

Para Gilmar, um dos pontos primordiais é saber conciliar as agendas do mandato e o exercício da presidência. “Nas horas em que sou presidente, assino e leio documentos, recebo funcionários e faço a gestão administrativa da Casa. Mas não posso me esquecer de atender a população, de conversar com o Executivo, de trazer as questões para o plenário”, diz ele, que possui pós-graduação em gestão pública pela Unicamp e graduação em matemática e física pela Unimep.

Seu envolvimento com o Legislativo Piracicabano vai além dos oito anos como vereador (dois dos quais foram como vice-presidente): em 1989, trabalhou como auxiliar administrativo no antigo Cedecom (Centro de Defesa do Consumidor), para depois se tornar assistente administrativo e legislativo, chefe de CPD (Centro de Processamento de Dados), chefe de gabinete parlamentar e da presidência.

Gilmar cita com satisfação os bons frutos do programa Parlamento Aberto, implantado pela atual Mesa Diretora e que aproximou a sociedade e setores da Câmara. “Em dois anos temos uma Casa totalmente diferente, mais ativa, mais aberta, organizada, respeitada e pronta para discutir com a população. Os servidores são reconhecidos e têm vontade de trabalhar, com bons e novos equipamentos. É uma Câmara sem problemas com o Ministério Público e o Tribunal de Contas, sem crises institucionais”, enumera.

Além do aspecto administrativo e de gestão, Gilmar também remete a tranquilidade do processo político nos dois anos, na condução dos trabalhos em plenário, nas reuniões ordinárias e extraordinárias. Para tanto, faz questão de lembrar do apoio dos parlamentares da Mesa Diretora e dos diretores dos sete departamentos. “Uma união de equipe, servidores, diretores, estagiários, funcionários terceirizados e vereadores. Todos entenderam que as peças estavam sendo colocadas no lugar certo, que havia uma sinergia, e, por isso, abraçaram as sugestões.”

Quanto à disposição em permanecer na presidência a partir de 2021, ele disse que iniciou o diálogo com os colegas. “Estou como pré-candidato à presidência e conversando com todos os vereadores, prestando conta da gestão e manifestando a minha vontade em continuar, para manter uma Câmara sadia, coesa e que possa trabalhar junto do Executivo", afirma.

Gilmar lembra que a nova legislatura terá, além de um novo Executivo, 10 vereadores reeleitos e 13 em primeiro mandato. "Por isso, respeitando a autonomia dos poderes, a Câmara precisa estar sadia, calma, consciente do seu papel para assumir uma grande responsabilidade: trabalhar de forma conjunta com o Executivo, para continuar o crescimento de Piracicaba e as mudanças reivindicadas pela população.”



Texto:  Rodrigo Alves - MTB 42.583
Supervisão de Texto e Fotografia: Rodrigo Alves - MTB 42.583


Eleições 2020 Gilmar Rotta

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