PIRACICABA, QUINTA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2020
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05 DE AGOSTO DE 2020

Covid: À Câmara, secretário cita motivos para avanço na fase laranja


Parlamentares apresentaram questionamentos ao secretário Pedro Mello



EM PIRACICABA (SP)  

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Reunião realizada no Salão Nobre Helly de Campos Melges nesta terça-feira (4)

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Os argumentos para que Piracicaba avance para a fase laranja no Plano São Paulo para reabertura de setores da economia foram apresentados aos vereadores nesta terça-feira (5), em uma reunião no Salão Nobre Helly de Campos Melges. Questionado pelos parlamentares sobre a permanência na fase vermelha pela terceira semana durante a quarentena de enfrentamento ao coronavírus, o secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, disse que além de ter solicitado a análise ao governo paulista, a prefeitura está questionando na Justiça.

Agendada pelo presidente Gilmar Rotta (CID), a reunião surgiu em função de uma demanda identificada por vários parlamentares e de uma solicitação inicial do vereador Paulo Henrique Paranhos Ribeiro (REP). Além desses dois parlamentares, participaram Pedro Kawai (PSDB), André Bandeira (PSDB), Isac Souza (PTB), José Aparecido Longatto (PSDB), Lair Braga (SD), Laércio Trevisan Jr. (PL), Marcos Abdala (REP) e Osvaldo Airton Schiavolin, o Tozão (PSDB). "Os vereadores captam demandas constantemente, de todos os lados, e o encontro é importante para que possam dar um retorno à população de Piracicaba", declarou Gilmar Rotta. "A Câmara abriu mão de R$ 4 milhões do seu Orçamento para que o valor fosse para a saúde", completo.

O secretário apresentou a atualização dos dados da Covid-19 até 31 de julho, por ter sido nesta data que o governador João Dória divulgou a informação de que Piracicaba estaria na fase vermelha. Na ocasião, eram 7.834 casos confirmados e 1.041 suspeitos, com 201 óbitos, 6.069 recuperados, 1.564 em tratamento e 171 internados. “A realidade é que, hoje, o número de UTIs dobrou”, disse.

O responsável pela pasta esclareceu que cálculo do governo estadual para a classificação leva em conta a capacidade de internação, ou seja, o número de leitos disponíveis por 100 mil habitantes. Ele disse que neste caso Piracicaba está acima da média. “O segundo critério é o número médio de internações em terapia intensiva. Precisa sempre estar abaixo de 80 para ir, no mínimo, para a fase laranja. Outro fator, o epidemiológico. Piracicaba deveria ser verde nos dois primeiros e o único laranja seria na mortalidade”, disse o secretário.

De 30 de março a 31 de julho, Piracicaba evoluiu no oferecimento de leitos de terapia intensiva (exclusivos para atender casos do novo coronavírus), de 57 para 133, entre públicos e privados. Além disso, há 187 leitos de enfermaria. “No entanto, enquanto temos 133, o Censo Covid-19, do Governo Federal, diz que são apenas 107 leitos de terapia intensiva. Essa é a briga que temos: o governo nos cedeu 20 equipamentos e respiradores. Temos as unidades do Piracicamirim e da Vila Rezende prontas para dar sustentação respiratória. Nós montamos a UPA, mas ainda não está sendo reconhecida como leito de sustentação, mesmo com todos os equipamentos”, informou Pedro Mello.

Após a reunião com Pedro Mello, o vereador Paulo Henrique Paranhos enviou um ofício à Mesa Diretora, em que solicitou do presidente da Câmara que encaminhasse um pedido de reconsideração ao secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. “O município demonstra com dados e gestão a capacidade de administrar a crise, estando na fase laranja, o que possibilitaria a retomada do comércio, a geração de renda e o reaquecimento da economia local, evitando um prejuízo ainda maior e irrecuperável”, diz Paranhos, no ofício.

DÚVIDAS – Pedro Mello respondeu aos questionamentos de todos os vereadores. Isac Souza quis saber como o município está lidando com o tratamento precoce e para a esclarecer a população sobre o tratamento adequado. Sobre a questão, o secretário disse que inicialmente apenas pessoas com sintomas graves deveriam procurar as unidades, o que hoje já é recomendado nos primeiros sintomas. “A ivermectina, a annita e a cloroquina são vertentes não científicas”, reforçou, ao responder ainda a esta mesma dúvida de José Aparecido Longatto.

Indagado pelo mesmo parlamentar sobre os repasses para tratamento da Covid-19, Pedro Mello esclareceu que o Governo Federal enviou a Piracicaba aproximadamente R$ 23 milhões, dos quais entre R$ 10 e 11 milhões foram repassados aos hospitais privados. Dos R$ 12 milhões, estamos próximos de completar o gasto. Estão previstos mais R$ 20 milhões, divididos em várias etapas, provavelmente compromissado com folha de pagamento”, disse Mello.

Ainda na reunião, Paulo Henrique comentou sobre a preocupação da população quanto à permanência na fase vermelha. “A cobrança é muito grande, recebo inúmeras no dia a dia. Queremos ajudar nessa situação. As pessoas estão desesperadas”, disse ele, ao informar que acionou o deputado Gilmaci Santos, primeiro vice-presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). Nessa mesma linha, Pedro Mello reconheceu que a cobrança aos deputados é um caminho que pode contribuir.

Marcos Abdala quis saber se a prefeitura possui ação para ampliar a distribuição de máscaras faciais à comunidade carente. “Observo que muita gente não usa e o argumento é a dificuldade financeira para comprar”, disse. Segundo Mello, a prefeitura adquiriu 100 mil unidades e ainda há algumas disponíveis para distribuição.

Laércio Trevisan Jr. reclamou da redução de linhas de ônibus no transporte público, defendeu revisão no atendimento na UPA Piracicamirim e disse que “as pessoas vão três vezes com sintomas e voltam para suas casas sem medicamento”. Ele acredita que a prefeitura deveria reativar a antiga UPA da Vila Cristina. O secretário disse que a pasta segue o protocolo de atendimento do Ministério da Saúde, que a tenda do Piracicamirim foi pensada pela localização estratégica e que a unidade da Vila Cristina está pronta para receber até 25 casos, se necessário.

Osvaldo Schiavolin, o Tozão, disse que a maior doença enfrentada no mundo é a fome e que é preciso pensar na economia. “Que o nosso governador enxergue que temos os leitos e saiamos da fase vermelha”.

Pedro Kawai quis saber os leitos disponibilizados agora serão absorvidos para outros atendimentos no pós-pandemia. “As pessoas continuam morrendo de outras doenças”, disse, ao que Mello respondeu que a incorporação ocorrerá, com a intenção ainda de ampliação para o Hospital Regional Zilda Arns para aceleração das cirurgias eletivas.

André Bandeira disse a Pedro Mello afirmou que faria contato com o secretário Marco Vinholi para reforçar o pedido. Ele solicitou a reabertura do Parque da Rua do Porto e outras áreas com controle de uso. “Acaba centralizando nas avenidas Cruzeiro do Sul e Renato Wagner e o que puder dispersar é melhor”. Segundo Mello, a reabertura só pode ocorrer se houver a mudança de classificação no Plano SP.

Lair Braga disse que Piracicaba é vítima de um posicionamento político. Ele relembrou que o governo estadual classificou a cidade como laranja, mas o comitê local do coronavírus recomendou a fase vermelha. Segundo Mello, naquele momento havia ocupação de 90% dos leitos e a prefeitura se readequou, logo, descartou ainda a possibilidade de lockdown.

José Aparecido Longatto quis mais detalhes sobre a fiscalização dos estabelecimentos abertos na fase vermelha. “Ou fiscaliza a cidade inteira –porque os bares estão abertos—ou dá uma flexibilizada”, disse. Mello mencionou que conversará com a Guarda Civil do Município, pois não pode existir parcialidade na fiscalização.

NÚMEROS – Segundo Mello há uma queda no número de internações, óbitos e casos “dentro de um platô de estabilização”.

Ao apresentar um gráfico dos casos confirmados e a confirmação dos óbitos por faixa etária, Mello classificou a doença como seletiva: “das mortes, 84% estão acima dos 60 anos. Desse total, 47 (24%) estavam em asilos. Temos na cidade entre 23 e 24 entidades que cuidam de idosos”, disse. Foram uma morte entre 10 e 20 anos, 5 entre 21 e 40 anos, 27 entre 41 e 60 anos, 107 entre 61 a 80 anos e 61 nas pessoas com idade acima dos 81 anos. Nenhum óbito ocorreu na população entre zero e 9 anos.

A prefeitura tem ainda uma tabela estatística dos profissionais da área da saúde positivados. Os mais afetados são os técnicos ou auxiliares de enfermagem (228), seguidos dos cuidadores de idosos (87), médicos (74), enfermeiros (70), recepcionistas (34), fisioterapeutas (23), farmacêuticos (18), cirurgiões-dentistas (12) e psicólogos. Nesse gráfico, consta ainda “outros agentes de saúde”, com 28 casos. Mello classificou o número “ruim do ponto de vista prático”, por serem essas pessoas “que estão na frente do trabalho”.

Os dados apurados pela Saúde constataram ainda que, percentualmente, a taxa de mortalidade da doença em Piracicaba está abaixo da capital paulista (4,28%), no estado (4,29%), do Brasil (3,47%) e até mesmo dos Estados Unidos (3,33%) e do mundo (3,85%). Neste caso, o índice na cidade é de 2,57% (ainda segundo a planilha de 31 de julho).



Texto:  Rodrigo Alves - MTB 42.583
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343


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