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11 DE DEZEMBRO DE 2019

Coronel Adriana defende proibição de aumento no perímetro urbano


Vereadora ocupou a tribuna da Câmara durante a reunião extraordinária que discutiu a revisão do Plano Diretor do Município



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 Salvar imagem em alta resolução





A vereadora Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (CID), defendeu a proibição da expansão do perímetro urbano, até que todos os vazios fossem ocupados. Ela ocupou a tribuna da Câmara durante a 19ª reunião extraordinária, na já na madrugada de terça-feira (10), na discussão do projeto de lei complementar 12/2019, do Executivo, que tratou da revisão do PDDP (Plano Diretor de Desenvolvimento de Piracicaba). 

“Ao contrário do que se disse aqui, as emendas que estão sendo discutidas aqui não engessam o desenvolvimento, é muito diferente. O que está sendo tratado aqui, principalmente nas emendas da comissão, as quais apoiei algumas, elas dificultam a expansão desenfreada do perímetro urbano como aconteceu nos últimos 13 anos, com 16 leis de expansão do perímetro urbano”, disse. 

Coronel Adriana lembrou que foram construídos empreendimentos cada mais longe do Centro, “o que torna tudo mais caro, como transporte público, construção de vias públicas, de escolas, e todo o pagamento por essa estrutura sai de um lugar só, ou seja, sai do nosso imposto, então, nós temos que impor limite a isso”, disse. “Inclusive, fiz uma emenda bastante restritiva, a de número 43, que proíbe a expansão do perímetro nos próximos 10 anos”, defendeu. 

Embora a Emenda 43 tenha sido rejeitada no plenário, por 13 votos a cinco, a vereadora Coronal Adriana defendeu que o poder público não pode permitir que a cidade cresça da maneira desenfreada e desorganizada que ela está crescendo. “Então, o que a gente trata neste projeto são regras muitos sérias que podem colocar freios de ajustamento nessa situação que estamos vivendo. 

Coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a vereadora analisou a situação da expansão desenfreada do perímetro urbano sob a ótica do trabalho de repressão exercido pela corporação. 

“A hora que falta água, a população vai se rebelar e a PM vai ter que atuar, na hora que o ônibus não chegar lá no fim do mundo, onde estão colocando os pobres, a população vai se rebelar e a polícia militar vai ter que atuar e a polícia militar que vai ser culpada. A hora que não se fiscaliza e as coisas dão errado, chama-se a polícia militar e ela tem que atuar e passa a ser culpada”, analisou. 

Em relação aos corredores comerciais, a vereadora disse que a discussão, “nem pró, nem contra”, salientou, não deveria estar sendo feita no momento de debate sobre o Plano Diretor, mas em uma outra oportunidade.

“O que está sendo feito aqui, e vocês vão me desculpar, o pessoal da (avenida) Suíça, da região lá do (bairro) Santa Rosa, isso aqui é só para atender interesses individuais e nós estamos tratando aqui de regras gerais, que é muito mais importante do que dois ou três corredores comerciais, é muito mais importante e os cidadãos deveriam ter essa consciência porque é disso que o País está precisando: de gente que tem essa consciência”, defendeu.



Texto:  Erich Vallim Vicente - MTB 40.337
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343
Imagens de TV:  TV Câmara


Plano Diretor Adriana Nunes

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