PIRACICABA, QUARTA-FEIRA, 25 DE MAIO DE 2022
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06 DE MAIO DE 2022

"Autismo não é doença, é condição genética", explica orador


Leandro Rafer Venâncio da Silva subiu à tribuna popular nesta quinta-feira (5) para falar de método de tratamento que prioriza empenho de familiares de autistas



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 Salvar imagem em alta resolução

Leandro Rafer Venâncio da Silva fez o uso da tribuna popular na noite desta quinta-feira (5)






Em discurso na tribuna popular na noite desta quinta-feira (5) durante a 15ª reunião ordinária de 2022, o profissional que desenvolve trabalho com crianças autistas, Leandro Rafer Venâncio da Silva, destacou que "autismo não é doença", mas sim "uma condição genética que atrapalha o neurodesenvolvimento".

De acordo com o orador popular, atualmente, em Piracicaba há "entre 1700 a 7000 crianças autistas e com risco de autismo" mas segundo ele, "hoje não se consegue atender nem 10 % dessa população". 

Segundo Leandro, o tratamento do autismo é "custoso" e trabalhoso tanto para o Estado quanto para as famílias que possuem crianças nessa condição. "Hoje, uma criança com autismo precisa de 15 a 20 horas de estímulos semanais para que ela possa se desenvolver. Hoje, o protocolo requer terapeutas, psicoterapia, fonoaudiologia. Juntando o que o protocolo pede, vai dar em torno de 3 horas semanais. Sobram 17 horas", disse. 

Para ele, com o foco apenas nas terapias individuais "fica muito demorado esse desenvolvimento, e o tempo hábil para essa criança se desenvolver, passa". Silva defende, então, que o foco seja no apoio às famílias, em especial às mães de crianças autistas: "Estudos comprovam que, mesmo que a criança não tenha nenhum tratamento, mas que seus pais, principalmente a mãe, tenha condições de estimular essa criança, conhecimento para estimular essa criança no dia a dia, ela se desenvolve", completou.

De acordo com o orador, ao mudar o foco do tratamento, é possível otimizar o número de crianças atendidas sem, contudo, aumentar os custos. "Hoje, um programa que atende uma criança, se nós assistirmos a família, a gente pode atender no mínimo quatro crianças. O mesmo programa! Olha para você ver o quanto que a gente pode alcançar com o mesmo custo por criança. A gente pode alcançar muito mais, simplesmente assistindo, acolhendo e apoiando as famílias, principalmente as mães que tanto sofrem com noites sem dormir, que tanto sofrem tentando ajudar o seu filho mas não sabem por onde", destacou.

O discurso completo de Leandro Rafer Venâncio da Silva pode ser assistido, na íntegra, no canto superior esquerdo da página.



Texto:  Fabio de Lima Alvarez - MTB 88.212
Supervisão:  Rodrigo Alves - MTB 42.583


Tribuna Popular

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