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13 DE MARÇO DE 2019

Aglomerado Urbano debate plano de manejo da fauna silvestre


José Aparecido Longatto (PSDB) participou de encontro, nesta quarta-feira (13), em Santa Gertrudes, do Grupo Técnico de Meio Ambiente



EM SANTA GERTRUDES (SP)  

Foto: Davi Negri - MTB 20.499 (1 de 3) Salvar imagem em alta resolução

Reunião do GT de Meio Ambiente do AUP aconteceu em Santa Gertrudes

Reunião do GT de Meio Ambiente do AUP aconteceu em Santa Gertrudes
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Reunião do GT de Meio Ambiente do AUP aconteceu em Santa Gertrudes

Reunião do GT de Meio Ambiente do AUP aconteceu em Santa Gertrudes
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Reunião do GT de Meio Ambiente do AUP aconteceu em Santa Gertrudes

Reunião do GT de Meio Ambiente do AUP aconteceu em Santa Gertrudes
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Reunião do GT de Meio Ambiente do AUP aconteceu em Santa Gertrudes



Capivaras em bando atravessam avenida. Jacaré vira "atração turística" em rotatória próxima a universidade. E vídeo em que morador de Piracicaba mostra onça parda na Rua do Porto viraliza nas redes sociais. Para além do impacto cômico desses episódios, os fatos retratam um problema cada vez mais comum: a destruição ambiental atrai animais silvestres para o perímetro urbano.

Levantamento da Secretaria do Meio Ambiente de Santa Bárbara D'Oeste, apresentado nesta quarta-feira (13), em Santa Gertrudes, enumera 9.940 animais silvestres apreendidos entre 2013 e 2017. Os dados são referentes às áreas de atuação do Gaema, grupo de atuação especial do Ministério Público, em Campinas e Piracicaba, o que envolve 44 cidades.

As ocorrências podem ser ainda maiores, já que no mesmo estudo é apontada a subnotificação de casos por conta de uma estrutura deficiente e de capacitação limitada dos agentes responsáveis por esse trabalho.

A situação é grave e demanda uma organização regionalizada, sobretudo porque se deve levar em consideração que as cidades estão em área de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado, contendo ampla diversidade na fauna nativa.

Embora Santa Bárbara D'Oeste não integre o AUP (Aglomerado Urbano de Piracicaba), o biólogo da secretaria da cidade, Fábio Diniz, explicou que o estudo foi motivado pela abertura de inquérito do Gaema sobre acidentes com animais silvestres na região e, a convite do GT (Grupo Técnico) de Meio Ambiente da AUP, ele apresentou o material com o objetivo de direcionar o planejamento de ações.

O tema também tem sido discutido com a Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), de Piracicaba, que, na ocasião, participou com o analisata ambiental Giovanni Batista Campos, com a arquiteta Cláudia Nogueira, com a bióloga Paula Cendrowicz de Souza Mathias e a assessora administrativa Elaine Moraes Bargiela Seguezzi.

"O GT tem como principal objetivo tentar sanar o problema em si, que é a fauna silvestre cada vez mais adentrando no ambiente urbano, e a estrutura dos municípios para atender a essa demanda", disse. A preocupação é de que as prefeituras carecem de estrutura adequada para receber os animais e, no caso dos acidentados, não consegue reabilitá-los para reintroduzi-los no habitat.

No mesmo estudo, Diniz apontou como objetivo a estruturação para atuar na proteção da fauna silvestre, assim como a elaboração de estudos de manejo, de preferência em nível regional, no âmbito do PDUI (Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado), e o estabelecimento de procedimentos regionais.

A coordenadora do GT de Meio Ambiente da AUP, Ednea Parada, destacou a necessidade do trabalho em conjunto. "Vamos trabalhar na busca de um plano regional, onde as duas regiões se fortaleçam, tanto o Aglomerado Urbano de Piracicaba quanto a Região Metropolitana de Campinas", disse.

A estrutura envolve levantamento da fauna, sistema de informação, instalação dos chamados Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e dos Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), capacitação das equipes, sobretudo os pelotões ambientais das cidades, e a busca por fontes de custeio.

"A situação econômica do país está complicada e os prefeitos não têm condições de manter funcionando todos os órgãos necessários da cidade", disse o vereador José Aparecido Longatto (PSDB). Com a experiência de atuação no Fórum em Defesa do Rio Corumbataí, o parlamentar defende a discussão regionalizada, mas coloca a necessidade de "ação política" para que as regras sejam cumpridas.

"Seria producente estarem presentes aqui secretários de Finanças, se não o prefeito, e deputados, porque isso vai desaguar na formatação de uma lei. Agora, lei é fácil fazer, quero ver é cumprir. Quero ver ter dinheiro para resolver os problemas, porque tudo envolve dinheiro", acrescentou o vereador.

A reunião contou com representantes de Rio Claro, Rio das Pedras, Conchal, Limeira e Santa Gertrudes. Piracicaba esteve representada por quatro técnicos: Em teleconferência, direto de São Paulo, participaram representantes da Emplasa (empresa de planejamento do governo do Estado).



Texto:  Erich Vallim Vicente - MTB 40.337
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343


Tópicos: LegislativoJosé Longatto

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