PIRACICABA, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 Aumentar tamanho da letra
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24 DE OUTUBRO DE 2017

Técnicos debatem como conciliar produção e desenvolvimento sustentável


Tema foi abordado durante o quarto encontro do ciclo de debates "Pensando o Território", promovido pela Escola do Legislativo.



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (1 de 14) Salvar imagem em alta resolução

Desenvolvimento rural sustentável foi o tema do quarto encontro do ciclo de palestras "Pensando o Território", da Escola do Legislativo

Desenvolvimento rural sustentável foi o tema do quarto encontro do ciclo de palestras "Pensando o Território", da Escola do Legislativo
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Desenvolvimento rural sustentável foi o tema do quarto encontro do ciclo de palestras "Pensando o Território", da Escola do Legislativo

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Desenvolvimento rural sustentável foi o tema do quarto encontro do ciclo de palestras "Pensando o Território", da Escola do Legislativo

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Desenvolvimento rural sustentável foi o tema do quarto encontro do ciclo de palestras "Pensando o Território", da Escola do Legislativo





Meios de conciliar a produção agrícola, que deve garantir safra recorde ao Brasil neste ano, com o desenvolvimento sustentável foram debatidos por técnicos da área, nesta terça-feira (24), durante o quarto dos cinco encontros do ciclo de debates "Pensando o Território", promovido pela Escola do Legislativo.

O evento, de acesso gratuito ao público e transmitido ao vivo pela TV Câmara, trouxe ao salão nobre da Câmara o engenheiro agrônomo Sergio Diehl, diretor técnico da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) de Piracicaba. Ele abordou o tema "Desenvolvimento rural sustentável: desafios e oportunidades".

Diehl definiu desenvolvimento sustentável como a "procura por satisfazer as necessidades da geração atual sem comprometer as gerações futuras de satisfazerem as próprias necessidades", não aceitando "o lucro pelo lucro, nem atividades agressivas ao meio ambiente", num conceito que mescla sustentabilidade ambiental, econômica e sociopolítica.

"É muito difícil esse entedimento por parte do produtor rural, que sempre procurou o lucro, o 'produzir para viver', e nunca teve apreço grande por questões ambientais e sociais", observou.

Para o diretor técnico da Cati, "é preciso haver no desenvolvimento sustentável a preocupação com o meio ambiente", superando a propagada dicotomia entre produção e proteção ambiental. "Não se admite hoje que um produtor continue utilizando práticas que degradem o meio ambiente, nem se admite radicalismo do meio ambiente que chegue a prejudicar a produção sem que haja base científica para isso. Temos que fazer essa discussão dentro de uma linha técnica, não ideológica", defendeu.

"Há um duplo desafio hoje: reverter a degradação ambiental que ocorreu e, ao mesmo tempo, manter o nível de produção e até aumentá-lo. Para isso, precisamos utilizar tecnologias mais sustentáveis, que agridam menos o meio ambiente. Mas a resistência é muito grande por parte dos produtores", ponderou o engenheiro agrônomo, que, em seguida, listou os projetos executados pela Cati com recursos do Banco Mundial.

A palestra de Diehl foi seguida de três panoramas apresentados pela diretora do Instituto Terra Mater, Natalia Gebrim Doria, pelo gerente da Ceagesp de Piracicaba, Marcos Valentim, e pelo pesquisador Paulo André Tavares. Os quatro convidados depois responderam a perguntas do público que compareceu ao salão nobre da Câmara.

Natalia usou o Plano Plurianual do período entre 2014 e 2017 para mostrar o baixo investimento do município no desenvolvimento rural. "O PPA contempla somente um projeto para o setor, com dez metas, todas de infraestrutura e manutenção, num total de R$ 18 milhões em quatro anos. Ou seja, Piracicaba não tem nem 1% de seu orçamento destinado ao desenvolvimento rural", disse Natalia, que em seguida cobrou políticas de abertura de mercados e de apoio à agricultura familiar.

Valentim destacou a safra recorde do Brasil em 2017, com a previsão da colheita de 240,3 milhões de toneladas de grãos, 30% a mais que em 2016, mas mostrou preocupação com a falta de investimentos no país para a adoção da robotização no campo. "Não podemos ficar de fora deste momento, senão seremos reféns das nações que detêm essa tecnologia", afirmou.

O gerente da Ceagesp apontou quatro principais entraves para o setor no país: a ainda precária infraestrutura logística, a falta de política clara que permita o crescimento da agricultura orgânica, a necessidade de maior aplicação de tecnologia no campo e o impasse que há entre as demandas do setor agropecuário e a manutenção de compromissos ambientais.

Diretora da Escola do Legislativo e organizadora do ciclo de palestras, a vereadora Nancy Thame (PSDB) reforçou a visão de que é necessário articular as políticas públicas já existentes. "O maior desafio está em integrarmos os planos municipais, estaduais e federais para agirmos conjuntamente e atingirmos mais resultados positivos na nossa região", afirmou.

O ciclo de palestras "Pensando o Território" termina na próxima terça-feira (31), novamente às 14h, no salão nobre, com a palestra "Cidades sustentáveis e democráticas: instrumentos legais de participação e transparência", com a professora mestre Renata Silva Bueno, da Faculdade de Direito da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).



Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Imagens de TV:  TV Câmara


Tópicos: Escola do LegislativoNancy Thame

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