PIRACICABA, SEGUNDA-FEIRA, 23 DE OUTUBRO DE 2017 Aumentar tamanho da letra
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03 DE OUTUBRO DE 2017

Vereadores debatem situação da saúde pública em Piracicaba


Dívida da prefeitura com a Santa Casa, redução de médicos e enfermeiros e outras situações da saúde pública foram avaliadas na reunião ordinária de ontem (2)



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 Salvar imagem em alta resolução

Vereadores debatem situação da saúde pública em Piracicaba




O vereador Laércio Trevisan Jr. (PR) ocupou a tribuna da Câmara, na 56ª reunião ordinária de ontem (2) para discorrer sobre o problema de saúde pública em Piracicaba. As discussões também suscitaram as participações do vice-presidente da Mesa Diretora, Ronaldo Moschini (PPS) e Paulo Campos (PSD).

Trevisan Jr. iniciou suas considerações avaliando os últimos sete meses, até chegar na situação atual, onde a Santa Casa ameaça suspender os atendimentos em cirurgias eletivas caso o município não se responsabilize por uma dívida na ordem de R$ 16 milhões. O parlamentar discorreu sobre diferentes posicionamentos do prefeito Barjas Negri (PSDB) ao não reconhecer a contratação dos serviços e, da Santa Casa em cobrar a possível dívida, visto que até o vice-prefeito, José Antonio de Godoy, conforme divulgação na imprensa local ratifica a proposta da prefeitura parcelar o pagamento em três vezes, de R$ 5 milhões.

Trevisan Jr. antecipou discussão sobre requerimento apreciado na reunião ordinária de ontem, em questionamentos ao Executivo sobre a intenção de reduzir médicos e farmacêuticos nas Upas (Unidades de Pronto Atendimento), a partir do mês que vem, sendo que este procedimento poderá comprometer ainda mais a questão da saúde pública em Piracicaba, especialmente na periferia, afetando o atendimento às crianças. "Se isso ocorrer será um caos", destacou o parlamentar, lembrando que hoje já se espera de duas a quatro horas, ou até mais para um atendimento.

Trevisan Jr. também contesta o argumento de que muita gente foi demitida e hoje procura o SUS, fugindo dos planos de saúde particulares. Para o parlamentar esta tese não funciona, visto que Piracicaba tem mantido novas contratações, acima da média de outras cidades vizinhas. Como exemplo, citou os novos planos expansionistas da Unimed, na ampliação de novos associados e na construção de mais uma unidade hospitalar, o que demonstra a boa qualidade de gestão da empresa, em contraponto ao serviço público, que trabalha com um quarto do orçamento municipal.

"Não vejo situação de melhora enquanto não se decidir que saúde é prioridade", defendeu o parlamentar, que também antecipou discussões sobre outro requerimento na reunião ordinária, em questionamento ao Executivo sobre a saúde zero, o que livraria a pessoa de aguardar vagas nos corredores.   

Trevisan Jr. enfatizou que alguma coisa está errada nesta cidade, seja particular ou público, pois não se justifica aguardar por mais de três horas por um atendimento. "Eu quero que se resolva o problema de saúde pública em Piracicaba, o vereador não tem que fazer mágica e sim fiscalizar, ele tem que trazer propostas, mostrar o que está errado, o que precisa mudar. Esta é a nossa função constitucional, artigo 31, fora o Regimento Interno e a Lei Orgânica", disse.

Após a fala de Trevisan Jr., o vereador Ronaldo Moschini solicitou Pela Ordem para informar sobre a única alteração de horários implantados nas Upas, da 1 às 7 horas da manhã, quando está sendo tirado um médico deste período e deste horário, onde algumas unidades ficam com cinco médicos, em função da baixa demanda, sendo que este profissional está sendo deslocado para cobrir horários de pico, onde a população mais procura por atendimento, havendo uma readequação administrativa.

O vereador Paulo Campos também fez um pedido de Ordem para contrapor as explicações de Ronaldo Moschini, no entendimento de que não é isso que foi observado nas Upas, em informações dos próprios profissionais de que não se trata de readequação e sim será retirado um médico dos plantões, que servem as unidades, o que demonstra ser muito ruim em termos de gestão.

"A população hoje já espera por até cinco horas, sendo que a redução de um médico não será salutar para o sistema", destacou o parlamentar, que também mencionou requerimento de sua autoria cobrando do Executivo explicações sobre a dinâmica das Upas.

 

 

 

 

 



Texto:  Martim Vieira - MTB 21.939
Imagens de TV:  TV Câmara


Tópicos: LegislativoLaércio Trevisan Jr

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