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09 DE AGOSTO DE 2018

Muro erguido por usina facilita furto a caminhões, denunciam moradores


Construção de 150 metros de extensão separa rua Valdomiro Perissinoto de área descampada no entorno de unidade da Raízen. Longatto foi ao local nesta quinta-feira.



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Thaís Passos (1 de 14) Salvar imagem em alta resolução

Caminhões que ficam estacionados "atrás" do muro são alvos frequentes de roubos

Caminhões que ficam estacionados "atrás" do muro são alvos frequentes de roubos
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Caminhões que ficam estacionados "atrás" do muro são alvos frequentes de roubos

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Poeira que se levanta de pátio chega até moradores de rua

Poeira que se levanta de pátio chega até moradores de rua
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Poeira que se levanta de pátio chega até moradores de rua

Poeira que se levanta de pátio chega até moradores de rua
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Caminhões que ficam estacionados "atrás" do muro são alvos frequentes de roubos



Cada vez mais frequentes, os casos de furtos de estepes e baterias de caminhões que estacionam próximos a um muro de cerca de 150 metros de extensão que separa a rua Valdomiro Perissinoto, na Vila Belém, da área no entorno da unidade Costa Pinto da Raízen geraram nesta semana uma cena insólita, narrada pelo comerciante Kléber Almeida.

Há dois anos dono de um bar na rua, ele assistiu ao trabalho que um vizinho, motorista de um caminhão guindaste, teve de encarar para não acordar com prejuízo no dia seguinte.

"Ele ficou quase duas horas aqui tirando o estepe e a bateria com medo de furtarem. Aí, ele levantou o guindaste e pendurou o pneu lá em cima", conta Kléber, que relatou o episódio durante visita do vereador José Aparecido Longatto (PSDB) à Vila Belém na tarde desta quinta-feira (9). 

O comerciante calcula que, só no último mês, passou de 20 o número de furtos a caminhões na região. Bastam os motoristas estacionarem do outro lado do muro, onde fica a ampla área descampada, e virem para a rua Valdomiro Perissinoto para comer algo no bar de Kléber ––único a servir refeições por ali–– que estepes e baterias já entram na mira de criminosos que agem na região.

"Quase todo dia tem furtos. Aí você liga para a polícia, ela demora para chegar; quando chega, nada acontece ––isso quando vem. Peço para os caminhoneiros não pararem perto do muro. Os assaltos ocorrem durante o dia e à noitinha: é parar, comer um salgado, voltar e já está sem o estepe ou sem a bateria", diz o dono do bar.

Segundo Kléber e outros moradores da Vila Belém, o muro foi erguido cinco anos atrás pela Raízen como forma de impedir o acesso principalmente de crianças ao posto de molas que existia próximo dali e, com isso, evitar atropelamentos pelo vaivém de caminhões.

Houve uma primeira tentativa com um alambrado, mas, como ainda assim o cortavam para atravessar ao outro lado, o muro foi erguido do início ao fim da rua Valdomiro Perissinoto, "encobrindo" a visão que se tinha da área descampada e tornando os caminhões que estacionam próximos dele "presas fáceis" para a ação dos criminosos.

"É um muro que está desvalorizando o bairro. Muitas pessoas até nem conhecem aqui por causa do muro que encobre a visão. Até entendo o propósito de quando o fizeram, deveria ser por causa da criançada, mas não adiantou nada, elas dão a volta", comenta Kléber.

Longatto disse que já entrou em contato com representantes da Raízen para falar do problema e que marcará uma reunião entre os dirigentes da empresa e moradores da Vila Belém para buscar uma solução. "Eles têm que resolver: que façam de novo o alambrado para dar visibilidade ou então larguem sem muro", comentou.

Além disso, o vereador cobrará dos comandos da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar que intensifiquem as rondas pela região e reforcem o trabalho de inteligência para identificar os criminosos que agem na Vila Belém.

Na reunião que pretende ter com a direção da Raízen, Longatto também abordará outros dois problemas enfrentados por quem mora próximo da usina: a nuvem de poeira que se forma no pátio em que os caminhões ficam estacionados e a falta de asfalto na rua Valdomiro Perissinoto ––a única da Vila Belém a não contar com pavimentação.

De acordo com Longatto, em 1993, quando o município elaborava plano de investimentos em 19 regiões da cidade, a então controladora da Usina Costa Pinto barrou o asfaltamento da rua, sob o argumento de que a área ocupada pela via era de sua propriedade.

Já a poeira que se forma no pátio e chega até os imóveis da rua Valdomiro Perissinoto não cessa, segundo Kléber. "Hoje até está bom porque choveu, mas em dia de sol você não aguenta ficar aqui, de tanta poeira. No pátio faz um redemoinho, parece um tornado, aquela poeira subindo. A empresa joga água às 3h, 4h da manhã, mas não durante o dia, só para falar que está jogando", reclama o dono do bar.



Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343


Tópicos: Infraestrutura UrbanaJosé Longatto

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