PIRACICABA, QUARTA-FEIRA, 20 DE JUNHO DE 2018 Aumentar tamanho da letra
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14 DE MAIO DE 2018

Minicurso traz reflexões sobre comunicação não-violenta


Palestrante mostrou a importância do poder da palavra e como saber usá-la



EM PIRACICABA (SP)  

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Encontros com Osmar Ventris acontecem nos dias 14 e 28 de maio

Encontros com Osmar Ventris acontecem nos dias 14 e 28 de maio
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Encontros com Osmar Ventris acontecem nos dias 14 e 28 de maio

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Encontros com Osmar Ventris acontecem nos dias 14 e 28 de maio


Na manhã desta segunda-feira (14), ocorreu na Câmara de Vereadores a primeira aula do ciclo de palestras Cidadania: Convivência & Qualidade de Vida, oferecida pela Escola do Legislativo, com o palestrante Osmar Ventris. Com o tema Nossa Inteligência, Nosso Perfil, o palestrante deu enfoque em como a falta de comunicação pode gerar violência e reforçou que o principal foco, como cidadãos, deve ser superar este ato.

A vereadora e coordenadora da Escola do Legislativo, Nancy Thame (PSDB), abriu o curso e explicou a importância de promover a cidadania, ainda mais em um momento de tanta indignação da sociedade. Ela também relatou a força que o Legislativo precisa, pois “se o corpo estiver fraco, não há nada para oferecer”.

“Estamos vivendo em uma era do discurso do ódio. Dentro disso, cresce a cultura de punição, de violência e de descrença com as instituições públicas. Precisamos trabalhar no sentido de superar a violência. Nos cursos que tenho trazido para a Escola do Legislativo, trabalho com conceitos de comunicação não-violenta, inteligência emocional, espiritual e justiça restaurativa”, explicou Ventris.

O foco da aula foi debater sobre o que é a inteligência emocional e o quanto a violência está ligada a ela. “Inteligência emocional é as pessoas se conhecerem para saber lidar com o outro. A violência surge de não nos conhecermos. Temos as nossas potencialidades, limitações e traumas, e para não projetarmos no outro de uma forma violenta, precisamos nos conhecer. A comunicação não-violenta é como devemos nos comunicar sem ofender, sem causar situações de constrangimento.”

Ventris relatou que sempre ouve alguém dizer o porquê disso tudo estar acontecendo, mas nunca ouviu alguém perguntar: “o que podemos fazer para solucionar isso?”.

O problema da sociedade, disse Ventris, é o “nós”. “Nunca nos vemos como um todo, mas sempre pensamos: ‘foi fulano que votou no presidente, não fui eu’, e com isso, precisamos pensar que sim, todos nós votamos querendo ou não, pois todos nós fazemos parte da mesma sociedade”, disse o palestrante.

O palestrante comentou ainda sobre a postura das pessoas em fazer as coisas certas somente quando há, por exemplo, autoridades policiais por perto e sobre o quanto a cultura da punição é enraizada na sociedade. Ele exemplificou: “os pais dizem para os filhos ‘se você fizer certinho, você ganhará um chocolate’, mas quando os pais saem de casa, o filho se rebela”.

Como reflexão ao público, Ventris perguntou: “como usamos as palavras na hora de nos comunicarmos?”. Na sequência, citou os casos em que as pessoas são prejudicadas sem perceber, ao serem chamadas de “burro”, por exemplo. “Ele é burro mesmo ou apenas tem dificuldade? Ou ele apenas sabe coisas diferentes das que eu conheço?”, questionou.

No decorrer do curso, Ventris falou que a quebra da violência pode acontecer quando se aprende a usar as palavras e apresentou a diferença entre ouvir e escutar. “Ouvir é o mesmo que pedir um suco para alguém e essa pessoa obedecer. Escutar é uma função do cérebro, é preciso prestar atenção. E, quando for dar algum conselho, antes é necessário se perguntar se tem legitimidade para isso, pois nem sempre as pessoas ouvirão. É importante saber que as pessoas têm necessidades de se sentirem respeitadas e valorizadas.”

A aula com Ventris sobre a mesma temática continua no próximo dia 28, das 9h às 12h.



Texto:  Fernanda Rizzi
Supervisão:  Rodrigo Alves - MTB 42.583


Tópicos: Escola do LegislativoNancy Thame

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