PIRACICABA, SEXTA-FEIRA, 19 DE JANEIRO DE 2018 Aumentar tamanho da letra
Página inicial  /  Webmail

20 DE DEZEMBRO DE 2017

Câmara supera meta de economia proposta no início do ano


Balanço divulgado pela Mesa Diretora aponta que corte de gastos chegou a R$ 8.264.344,84. “O esforço foi gigantesco”, disse Matheus Erler



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (1 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (2 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (3 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (4 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (5 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (6 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (7 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (8 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (9 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (10 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 (11 de 11) Salvar imagem em alta resolução
Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 Salvar imagem em alta resolução



A Câmara de Vereadores de Piracicaba superou a meta de economia anunciada em 1o de janeiro de 2017, quando a Mesa Diretora, presidida por Matheus Erler (PTB), foi eleita para administrar o Legislativo piracicabano. Inicialmente previstos em R$ 5 milhões, os cortes de gastos chegaram a R$ 8.264.344,84. 

“O esforço foi gigantesco, porque entendemos que os recursos utilizados na Câmara são necessários, mas decidimos tomar esta atitude”, disse o presidente Matheus erler (PTB), durante a entrevista coletiva à imprensa, na tarde desta quarta-feira (20), quando os cortes de gastos foram detalhados a representantes de veículos de comunicação. 

A vereadora Nancy Thame (PSDB) analisou os avanços da Câmara de Vereadores de Piracicaba sob uma perspectiva da conjuntura nacional, olhando as diversas transformações na conduta política que a sociedade tem exigido. 

“A Casa fez, sim, o seu papel”, disse, “eu quero acreditar que é um momento de muita esperança e transformação, e isso não vem em meio de festa, mas por reflexão e, muitas vezes, dói”, ressaltou. Ela defendeu a postura do diálogo como forma de construção das relações entre poder público e população. “É fácil ir a extremos ou descrédito, mas o nosso desafio é não ir para esses caminhos”, concluiu.

O vereador Gilmar Rotta (PMDB) enalteceu a mudança de postura da administração da Câmara. “Eu estou aqui (na Casa) há anos e posso dizer que é a primeira vez que a gestão administrativa abriu as portas da Câmara. Primeiro foi tirar o vidro do Plenário (que separava a Galeria, onde fica o publico) e isso marcou o caráter acolhedor, em trabalhar com a população, ouvir a imprensa e as entidades que fiscalizam”, disse. 

Foram elencadas 40 medidas, que incluíram desde renegociação de contratos até mudanças em valores pagos em diárias de viagens oficiais, passando pela redução de horas-extras. A decisão exigiu mudança de comportamento de vereadores e servidores, efetivos, comissionados e terceirizados, com foco no bom uso do dinheiro público. 

Dentre as principais metas, estava a redução de 25% do valor pago em contratos. Embora tenha sido empenhado para o ano R$ 429.542,80, foram realmente pagos (ou seja, liquidados) o montante de R$ 293.571,51, economia nominal de R$ 135.971,29, alcançando 31,65%, percentual, acima da proposta anunciada pela Mesa Diretora. 

Outros cortes importantes foram na quantidade de horas-extras pagas aos servidores da Casa. A meta inicial era reduzir em 40%, porém a economia real chegou a 52,27%. O mesmo aconteceu com o valor das diárias para viagens oficiais. A meta de 50% foi ultrapassada e a redução chegou a 53,54% no comparativo com o ano passado. 

Em 2016, foram autorizadas 314 viagens e transportadas 661 pessoas, o que acarretou em pagamento de R$ 98.936,01. Neste ano, foram 161 viagens e 317 pessoas transportadas, com gasto de R$ 41.333,51, totalizando uma economia de R$ 57.602,50. 

Vale ressaltar que durante o ano houve reajustes nos valores de serviços essenciais, como energia (7,55%), telefonia (19,19%), combustíveis (13,76%) e gás (15,58%). Mesmo assim, a Câmara economizou 9,79% em energia, 9,05% em telefonia, 41,51% em combustíveis e 21,26% em gás, demonstrando todo o esforço em prol da austeridade. 

Foram trabalhadas questões pontuais, como ação contra a CPFL Paulista para recuperação de créditos da TUDS e TUST, incidente sobre o ICMS das faturas, e pedido de recuperação de créditos junto a cobranças de pedágios no sistema “Sem Parar”. 

A “austeridade extrema”, como definida pelo presidente Matheus Erler (PTB), será mantida em 2018. No orçamento do próximo ano foi cortado o repasse de R$ 9.962.700,00. Ao invés de R$ 42.920.000,00 que a Câmara tem direito, serão repassados R$ 37.920.000,00. 

Desta forma, os recursos já ficarão, desde janeiro, à disposição da Administração para investimentos em serviços públicos. 

Também participaram da entrevista coletiva os vereadores André Bandeira (PSDB), 2o-secretário da Mesa Diretora; Osvaldo Schiavolin, o Tozão (PSDB); Paulo Campos (PSD) e Ronaldo Moschini (PPS), vice-presidente da Câmara.



Texto:  Erich Vallim Vicente - MTB 40.337
Imagens de TV:  TV Câmara


Tópicos: Legislativo

Notícias relacionadas